Juíza mantém tornozeleira em ex-servidor preso por cartel
As licitações utilizadas pelo cartel ultrapassam o montante de R$ 56 milhões
A juíza Selma Arruda manteve as medidas cautelares aplicadas ao ex-servidor da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Moisés Dias da Silva, réu em processo proveniente da Operação Rêmora, que investiga um cartel para corrupção na Secretaria de Educação de Mato Grosso.
A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Fórum de Cuiabá. A Operação Rêmora, conforme descrito pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), desmantelou uma organização criminosa que atuava em licitações e contratos administrativos de obras públicas de construção e reforma de escolas da Secretaria de Estado de Educação.
As licitações utilizadas pelo cartel ultrapassam o montante de R$ 56 milhões.
Conforme divulgado pelo advogado Ricardo Almeida, Moisés utiliza tornozeleira eletrônica, comparece mensalmente em juízo, está proibido de acessar ou frequentar quaisquer repartições públicas estaduais e não pode manter contato com os demais acusados e testemunhas arroladas pelo MPE.
O empresário Giovanni Guizardi, da Dínamo Construtora, os ex-servidores públicos Fábio Frigeri e Wander Luiz, e o ex-secretário de Educação, Permínio Pinto, Também foram presos na Rêmora.