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Juíza descarta risco de vida e mantém advogado preso
Julio César Rodrigues alegou suposta ameaça de pistoleiros; ele é acusado de formar quadrilha
A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, negou mais um pedido de soltura formulado pelo advogado Julio César Rodrigues, preso desde o dia 10 de agosto sob a acusação de peculato, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O advogado foi preso durante a Operação Ventríloquo, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
Ele é apontado como “lobista” do esquema que teria desviado R$ 9,4 milhões da Assembleia Legislativa, por meio da concessão indevida de créditos ao então advogado do HSBC e delator do esquema, Joaquim Fábio Mielli Camargo.
No requerimento, ele pediu que a juíza substituísse sua prisão preventiva por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Ele justificou o pedido no fato de que informações da inteligência do Gaeco dariam conta de que pistoleiros de São Paulo viriam executá-lo no Centro de Custódia da Capital, local onde está recolhido.
Porém, a juíza afirmou que o próprio Gaeco esclareceu que não há nenhum elemento concreto sobre a veracidade da informação sobre os pistoleiros.
Ela destacou que, em relação a isso, já foram tomadas providências no sentido de reforçar a segurança na unidade prisional.
“Assim, vejo que as providências determinadas por este Juízo na decisão de fls. 571/vº, as quais já foram comunicadas ao Centro de Custódia da Capital, são suficientes para resguardar a vida e a integridade física do acusado”, disse ela.
Além de Julio César Rodrigues, também são réus da ação penal o ex-deputado José Riva, o ex-secretário de Finanças da Assembleia Legislativa, Luiz Pommot, e o ex-procurador jurídico do órgão, Anderson Flávio Godoy.