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Juiz libera R$ 208 mil bloqueados de casal de Sorriso envolvido em esquema de R$ 9,4 milhões
Valdir Daroit é um empresário de Sorriso, irmão da ex-esposa do deputado Estadual Mauro Savi
O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ação Cível Pública e Ação Popular da Comarca de Cuiabá, autorizou a substituição do bloqueio de R$ 208.500 do empresário Valdir Daroit e sua esposa Leila Clementina Sinigaglia Daroit, por imóveis avaliados em R$ 353.714,50. O casal é réu no processo oriundo da “Operação Ventríloquo”, que investigou uma organização criminosa que, entre fevereiro e abril de 2014, roubou dos cofres da Assembleia Legislativa de Mato Grosso cerca de R$ 9.480.547,69. O valor que estava bloqueado foi então liberado.
Segundo o MPE, na Ventríloquo, “Valdir Daroit e sua esposa denunciada Leila Clementina Sinigaglia Daroit, de forma habitual, ocultaram e dissimularam a natureza, origem, localização e movimentação de valores provenientes do crime de peculato perpetrado pelo deputado Mauro Savi”.
Valdir Daroit é um empresário do município de Sorriso (a 397 km de Cuiabá), irmão da ex-esposa do deputado Estadual Mauro Savi, e além de investigado na “Operação Ventríloquo”, é um dos 49 investigados da “Operação Bereré”.
A “Operação Ventríloquo” versa sobre organização criminosa que, entre fevereiro e abril de 2014, roubou dos cofres da AL cerca de R$ 9.480.547,69 mediante pagamentos forjados ao então advogado do Banco HSBC Joaquim Fabio Mielli Camargo. Neste esquema, a esposa de Daroit, Leila Clementina Daroit, teria Mauro Savi na aquisição de Porsche Cayenne, veículo esportivo de luxo avaliado em R$ 208,5 mil além de cerca de R$ 117 mil em gado.
O casal teve o valor de R$ 208,5 mil bloqueados pela Justiça. Em julho deste ano o juiz Bruno D’Oliveira Marques manteve o bloqueio. Valdir e Leila então entraram com pedido de substituição de bens.
O valor dos imóveis apresentados totaliza R$ 353.714,50. O Ministério Público de Mato Grosso opinou pelo deferimento do pedido. O magistrado então determinou a substituição e liberou ao casal os R$ 208,5 mil que estavam bloqueados.
“Considerando que os bens ofertados em substituição à quantia bloqueada em espécie são de propriedade dos requeridos e somam, em valor venal, importância superior ao valor da indisponibilidade decretada em face dos mesmos na decisão de Id. nº 18686031, tenho que o pedido comporta deferimento”, disse.
A ação
O Ministério Público do Estado (MPE) ingressou com ação de improbidade administrativa pedindo que os réus na Operação Ventríloquo devolvam o montante de R$ 19 milhões aos cofres públicos, a título de restituição de valores desviados e dano moral.