Suspeito investigado por quatro crimes violentos em Sorriso é capturado escondido debaixo de cama
Juiz impede ex-comandante da PM de fazer curso na UFMT
Zaqueu Barbosa solicitou frequentar aulas de Educação Física com escolta de tenente
O juiz Murilo Mesquita, da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar de Cuiabá, negou pedido formulado pelo ex-comandante geral da Polícia Militar no Estado, Zaqueu Barbosa, que pretendia frequentar as aulas no curso de Educação Física da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Zaqueu Barbosa está preso desde o dia 23 de maio de 2017, sob a acusação de ser um dos principais operadores do esquema de interceptações clandestinas que operou no Estado.
Ele foi detido dias após a exibição de uma reportagem no programa “Fantástico”, da Rede Globo, que mostrou que o sistema funcionaria por meio da tática de “barriga de aluguel”, quando números de pessoas que não têm qualquer relação com investigações policiais são inseridos de maneira disfarçada – sob outras identificações – em pedidos de quebra de sigilos telefônicos feitos à Justiça.
Além de Zaqueu, são réus do esquema no âmbito miltar: os coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros, ex-chefe e ex-adjunto da Casa Militar, respectivamente; o coronel Januário Batista; e o cabo Gérson Correa Júnior. Dos cinco, apenas Zaqueu continua preso.
No pedido, o coronel mencionou que o tenente Evandro Luiz Mariano Bilhares se disponibilizou a efetuar sua escolta até a UFMT durante as saídas para o curso.
Contudo, ao negar a solicitação, o magistrado explicou que não poderia autorizar que Zaqueu frequentasse as aulas na instituição de ensino, uma vez que ainda está em prisão preventiva.
Murilo Mesquita também registrou que a Polícia Militar não teria condições de garantir a segurança de Zaqueu durante as saídas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), onde está preso, para a instituição de ensino.
“O procedimento não poderá ser realizado somente por este oficial [tenente Evandro], havendo manifestação nos autos de que a ESFAP (Escola Superior de Formação e Aperfeiçoamento de Praças) não possui efetivo e condições para efetivar a segurança do segregado”.
O juiz afirmou que o benefício requerido por Zaqueu só é previsto para presos que cumprem pena em regime semiaberto, e não para quem está em prisão preventiva.
Ainda na decisão, Murilo Mesquita autorizou o coronel Ronelson Barros, que cumpre prisão domiciliar, a sair de sua casa, mesmo sem autorização judicial, caso precise de “atendimento médico urgente”. Saiba mais aqui.