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Juiz destaca rede de proteção no apoio às mulheres vítimas de violência em Sorriso
Classe feminina é incentivada à procurar apoio e não se intimidar
A valorização da mulher começa pelo combate intransigente à violência doméstica, que infelizmente ainda vitima milhares de mulheres em Sorriso e no mundo. Por isso, o juiz Anderson Candiotto, da Comarca de Sorriso, concedeu entrevista ao programa Cidade Alerta, programa da TV Sorriso, para discutir e debater políticas públicas que amparam a mulher em todos os sentidos, a começar pela sua integridade física.
Conforme o juiz, uma “rede de proteção” está sendo formatada em Sorriso para dar um amparo ainda maior às mulheres vítimas de violência. Segundo ele, atualmente, até mesmo uma mensagem intimidadora enviada à vítima pelo aplicativo WhatsApp serve para auxiliar à Justiça a expedir mandados de prisão.
Candiotto frisa que, em breve, será implantada em Sorriso a utilização de tornozeleira eletrônica e um dispositivo chamado de "botão do pânico". Ele será usado por mulheres que estejam com medidas judiciais protetivas.
Neste caso, o ex-companheiro não poderá se aproximar da mulher e o “botão de pânico” servirá para que o atendimento seja rápido para evitar mortes e casos de agressão. Isso porque se o dispositivo for acionado, a Polícia será imediatamente mobilizada para atender a situação.
Conforme o magistrado, há três policiais mulheres especializadas no atendimento à mulher que chegarão em Sorriso nos próximos dias, o que também contribuirá para um atendimento mais rápido e eficaz.
Dados
A cada 1.4 segundo uma mulher é vítima de assédio. Os dados são do Instituto Maria da Penha e usam como base a pesquisa Datafolha encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública realizada em fevereiro de 2017, em 130 municípios.
O Poder Judiciário e as forças policiais incentivam que os casos sejam denunciados. Com a entrada em vigor da Lei 11.340/2006, a lei Maria da Penha, as mulheres passaram a perceber que muitos comportamentos, até então, tidos como comuns à rotina de um casamento, eram crimes.