Juiz de MT fiscaliza arquiteta que atropelou e matou gari em São Paulo
Cautelares foram impostas em troca de um decreto de prisão
O juiz Wladys Roberto Freire do Amaral, da 10ª Vara Criminal de Cuiabá, ficou responsável por controlar e fiscalizar as medidas cautelares impostas pela Justiça de São Paulo à arquiteta Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, ré num processo criminal acusada de atropelar e matar o gari Alceu Ferraz, 61, enquanto ele realizava a limpeza de uma rua no centro de São Paulo, em 2015.
Na Justiça de Mato Grosso, o processo foi cadastrado na última quinta-feira (5), como carta precatória, já que Hívena responde pelo crime junto à 24ª Vara Criminal de São Paulo, onde a juíza Sônia Nazaré Fernandes Fraga é a responsável. O juiz Wladys Amaral prestará as informações para a magistrada sobre o cumprimento ou não das medidas restritivas impostas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) contra a arquiteta.
Conforme o Gazeta Digital já divulgou, Hívena Queiroz teria que se apresentar ao cartório judicial assim que retornasse de uma viagem que fez à Europa para receber citação e oferecer resposta à acusação no prazo legal, constituir advogado e ser intimada para a audiência já designada para o dia 17 de julho, comparecer mensalmente ao Juízo para atualizar seu endereço, comparecer a todos os atos processuais para os quais for intimada, não se ausentar da cidade sem autorização judicial, entregar o passaporte à Justiça, ficando proibida de deixar o país.
As cautelares foram impostas em troca de um decreto de prisão, no qual foi concedido o habeas corpus, no mês passado. No decreto, a desembargadora Ely Amioka determinou que caso as imposições não sejam cumpridas, Hívena poderá ter novo mandado de prisão decretado.
O caso
Na época em que ocorreu o crime, a jovem morava em São Paulo pois lá cursava a faculdade de Arquitetura e Urbanismo. No dia 16 de maio de 2015 (um sábado), ela atropelou e matou o gari Alceu Ferraz, 61, enquanto ele realizava a limpeza da Avenida São João, no centro de São Paulo. Na ocasião, um colega de Alceu, José João, também foi atingido. Hívena não prestou socorro.
Em seguida, a condutora entrou na contramão na Praça da República. Uma câmera de segurança gravou o carro com o para-brisa quebrado. A Polícia Militar recebeu uma denúncia e encontrou o veículo no estacionamento de um prédio em Moema, bairro de classe média alta na Zona Sul, de acordo com a imprensa paulistana.
Na segunda-feira após a morte do gari, Hívena se apresentou à delegacia e afirmou à Polícia que na noite em que ocorreu o crime, ela tinha saído de uma festa na casa de uma amiga de faculdade, no bairro Higienópolis e, no caminho para casa, em Moema, achou que seria assaltada e acelerou o carro, atropelando as vítimas.