Juiz condena dentista por morte de gerente após extração do siso
Jucilene França morreu no dia 8 de julho de 2015, quatro dias após procedimento odontológico
O juiz Abel Balbino Guimarães, da 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, condenou a dentista Cristiane Rossi Gentilin a um ano e quatro meses de prisão, em regime aberto, pela morte da paciente Jucilene de França, em 2015.
Jucilene, que era gerente de uma loja na cidade, morreu após extrair o dente do siso com a dentista, no Centro Odontológico do Povo (COP), no dia 4 de julho, um sábado.
Conforme a decisão, publicada no dia 28 de setembro, a pena de um ano e quatro meses será substituída por uma restritiva de direitos que ainda será definida pelo magistrado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), após o procedimento a bochecha de Jucilene inchou e ela passou o final de semana sentindo fortes dores na boca.
Na segunda-feira (6), a vítima teria ido ao COP para cobrar explicações sobre o mal-estar. Um dentista do local teria afirmado que ela havia sofrido uma reação alérgica à extração.
As dores permaneceram e, na terça-feira (7), Jucilene foi a um médico, que constatou uma inflamação na traqueia. A vítima então começou a tomar antibióticos. As dores da paciente, porém, não cessaram e ela começou a sentir falta de ar.
Na quarta-feira (8), Jucilene foi novamente ao COP e relatou o problema. A dentista, então, teria afirmado que ela poderia ter problemas na glândula tireóide e a encaminharam para um hospital particular. Às 18h ela seguiu para a Santa Casa da Capital. Às 20h teve uma infecção generalizada e às 23h, faleceu. Saiba mais.