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Feijão ganha espaço como terceira safra em Mato Grosso e cresce com uso da irrigação
O feijão vem se consolidando como uma das principais apostas da terceira safra em Mato Grosso. Dados da Associação de Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofrir) apontam que, na safra 2023/2024, foram plantados cerca de 170 mil hectares, resultando em uma colheita aproximada de 300 mil toneladas. Com isso, o estado já ocupa a quarta posição entre os maiores produtores de feijão do país.
O crescimento da cultura ocorre mesmo diante de desafios como o alto custo de produção, a baixa oferta de energia elétrica e a incidência de pragas, como a mosca branca. Um dos fatores que favorecem o avanço do feijão é a adoção de sistemas de irrigação, que permitem o plantio fora do período de chuvas, aumentando o controle sobre o processo produtivo.
Mato Grosso é hoje o maior produtor de feijão irrigado do Brasil. A cultura, ainda que não esteja consolidada com todo seu potencial, já é adotada como terceira safra em diversas propriedades rurais.
A produção do estado segue o calendário agrícola em que a soja domina o verão, seguida pelo milho na chamada “safrinha”. A terceira safra, viabilizada especialmente pela irrigação, vem sendo ocupada por cultivos como feijão, gergelim, trigo e grão-de-bico, ampliando a rentabilidade das lavouras e otimizando o uso do solo.
Segundo a Aprofrir, a estimativa atual é de que Mato Grosso possa produzir cerca de 3 milhões de sacas de feijão irrigado por ano, com expectativa de crescimento nos próximos ciclos. Em muitas propriedades, o cultivo irrigado já apresenta resultados superiores em faturamento quando comparado a outras culturas tradicionais.
Com produtividade crescente e mercado em expansão, o feijão surge como alternativa estratégica para diversificação da produção agrícola em Mato Grosso, reforçando o protagonismo do estado no cenário nacional do agronegócio.