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Homem é assassinado depois de dar carona para esposa de colega
Suspeito disse à Polícia Civil que desconfiava de traição
Um soldador de 35 anos foi assassinado depois de ter dado carona à mulher de um colega, que teve uma crise de ciúmes e disparou um tiro no rosto do homem, no distrito de Ouro Branco do Sul, no município de Itiquira (a 357 km ao Sul).
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, o operador de máquinas L.P.C, de 45 anos, desconfiava que a mulher mantinha um caso com o colega, o soldador J.A.S.
No dia em que aconteceu o crime, o suspeito e a esposa estavam em uma festa de aniversário e tiveram uma discussão, que teria sido motivada pela presença do soldador no evento. Depois da briga, o homem teria ido embora e deixado a mulher sozinha na comemoração.
Horas depois de o operador de máquinas ir embora, a mulher chegou em casa, localizada em uma região rural, acompanhada da vítima. Segundo a Polícia Civil, o marido estaria armado enquanto aguardava a mulher chegar em casa.
Ao constatar que a esposa havia chegado de carona com o colega, o homem aproximou-se do veículo da vítima e, logo após a esposa sair do carro, disparou um tiro no rosto do soldador.
Depois do disparo, o homem teria fugido da residência com uma motocicleta.
Na manhã desta quarta-feira (2), o suspeito se apresentou na Delegacia de Itiquira, acompanhado do advogado. Ele teria confessado o crime, sob a alegação de que teve uma crise de ciúmes.
O delegado responsável pelo caso, Santiago Rosendo Sanches e Silva, relatou que o marido disse que colegas haviam lhe contado sobre um suposto caso extraconjugal que a esposa mantinha com o soldador.
“Depois de ter se entregado, ele confirmou a autoria do crime e contou que desconfiava que a mulher o traía com o colega”, revelou.
O operador de máquinas, que não possui antecedentes criminais, afirmou que estava arrependido do crime.
“Ele disse que agiu por impulso, durante uma crise de ciúmes, e por isso estava arrependido”, explicou o delegado.
Liberado
Depois de ser ouvido pela Polícia Civil, o suspeito foi liberado. O delegado destacou que o homem deverá responder pelo crime em liberdade.
“Ele não foi preso, pois se apresentou em período depois do flagrante. Além disso, não possui antecedentes e está colaborando com as investigações”.
Santiago Rosendo explicou que as investigações do caso devem ser concluídas em 10 dias, pois todas as testemunhas do caso foram ouvidas.
Os itens que restam para a conclusão do inquérito policial são os laudos de necropsia e do local do crime, que devem ser emitidos nos próximos dias pela Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec).