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Foragido, ex-sócio teria encomendado morte de empresário
Nilton Cesar da Silva achou que a vítima estaria "roubando" a sua clientela
Nilton Cesar da Silva é o principal suspeito de ter encomendado a morte do empresário, Douglas Wilson Ramos, 28 anos, sequestrado no dia 25 de setembro. De acordo com o delegado Flávio Stringueta, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil, Nilton seria ex-sócio de Douglas em uma empresa de cimentos e achou que ele estaria roubando a sua clientela. O acusado está foragido.
“Desde o início das investigações nós temos a informação de que o Nilton seria o principal suspeito de mandar matar o Douglas. Ele já esteve preso por tráfico de drogas e era sócio da vítima. Enquanto Nilton estava preso, o Douglas resolveu montar a própria empresa de cimentos. Com isso, o criminoso pensou que o empresário estaria ‘passando a perna’ nele”, disse o delegado.
O acusado pensou que Douglas estaria até os seus clientes, da antiga empresa. O delegado ainda acrescentou que: “O roubo que aconteceu na Estrada do Moinho, local onde fica instalada a empresa, foi apenas para disfarçar a situação”, afirmou Stringueta. A caminhonete do rapaz ainda não foi encontrada: “Temos informação de que ela possa estar em alguma cidade do interior”, completou o delegado.
Nilton está com mandado de prisão temporária em aberto e é considerado foragido da Justiça. Ele chegou a ser intimado duas vezes para comparecer à delegacia para prestar depoimento, mas se esquivou. O delegado pede que quem tiver alguma informação a respeito do criminoso, denuncie através dos números 197 ou 190. A identidade será mantida em sigilo.
Corpo encontrado
A Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) encontrou, na noite da última segunda-feira (05), um corpo em avançado estado de decomposição próximo a Fazenda Bom Futuro, na região do Distrito de Nossa Senhora da Guia pertencente ao empresário Eraí Maggi, em Cuiabá. A família reconheceu as roupas e tem quase certeza de que os restos mortais são do empresário.