Fora da prisão, Mauro Savi diz ter o "direito adquirido" de ser candidato
Deputado estadual é acusado de integrar esquema de desvios de recursos no Detran-MT
O deputado estadual Mauro Savi (Dem) – que saiu da prisão em agosto passado - afirmou ter o direito de pleitear à reeleição nas eleições de outubro deste ano e já registrou sua candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT).
A Executiva do Democratas em Mato Grosso aprovou, por 4 votos a 2, o envio do pedido de candidatura de Savi à Justiça Eleitoral.
“Se tem a vaga eu tenho direito. É um direito adquirido até porque eu tenho mandato e vou à reeleição. A minha preocupação era a questão jurídica, mas está tranquilo, eu conversei com meu advogado e está tudo certo”, disse o parlamentar em entrevista ao programa Resumo do Dia.
O deputado esteve preso entre os dias 9 de maio e 22 de agosto, sob acusação de integrar um esquema de desvios de recursos no Detran na ordem de R$ 30 milhões. O esquema foi desbaratado na Operação Bereré, do Gaeco.
Savi, que não teve seu nome aprovado na convenção partidária do DEM, conseguiu registrar o pedido de candidatura após a abertura de uma vaga na coligação, com a renúncia do então candidato Jeremias Prado dos Santos (DEM).
“Passou o período de convenção, estava praticamente definidas as coligações. Nós não tínhamos condições nem de pleitear, de postular uma candidatura, até mesmo pela condição que encontrava naquele momento [preso]. Após isso, conseguimos a liberação pelo pleno do Tribunal, fizemos um pedido ao partido, mas não tinha vaga”, disse Savi.
“Essa pessoa que desistiu eu nem conheço. Fato é que se abriu a vaga, Então, a partir de agora, nós podemos pleitear essa vaga. Tenho o direito e como eu tenho direito eu vou tentar a vaga”, afirmou.
A candidatura ainda precisa ser avalizada pelo TRE-MT.
Votos contrários
A candidatura de Savi foi aprovada pelo DEM com voto contrário dos candidatos ao Governo e Senado, Mauro Mendes e Jaime Campos, respectivamente.
Ontem (5), em entrevista à Rádio Capital FM, Mauro Savi se posicionou sobre o assunto e disse respeitar o posicionamento de ambos.
“Teve a discussão no partido, não participei, mas respeitei. Os que foram contrários foram voto vencido. E é meu direito ser candidato”, disse.
“Não tem nenhum problema com Mauro, é um direito dele. Vou respeitar. Tenho uma vida pública, são seis mandatos. Mauro é sim meu candidato ao Governo, vou trabalhar na coligação para os meus candidatos, com maior respeito. Tenho certeza que a soma dos meus votos vai ajudar na eleição do Mauro, do Jaime e do próprio Favaro. Quem vai me julgar na questão eleitoral são as urnas”, concluiu.