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'Foi negligência', diz marido de mulher que morreu após extrair dente
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A família de Jucilene de França, de 31 anos, que morreu após sofrer uma infecção generalizada ao extrair um dente, reclama do descaso enfrentado por ela ao procurar atendimento na clínica particular onde fez o procedimento, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
Jucilene extraiu o siso no dia 4 de julho no Centro Odontológico do Povo (COP) e faleceu no dia 8 na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Ela trabalhava como gerente de loja.
O marido de Jucilene, Célio Leite de Magalhães, nega que ela tenha agido com imprudência após a cirurgia. “Foi negligência da clínica. Ela seguiu todas as orientações dos dentistas e tomou os remédios da forma correta. Ela trabalhou cinco anos em uma drogaria e sabia que tipo de medicação tomar e de que forma”, disse Célio.
Sobre a cirurgia, Jucilene contou ao marido que sentiu algo 'diferente' apenas quando recebeu a anestesia, como se a língua tivesse 'tremido'. Porém, a dentista teria explicado a ela que aquilo era normal.
Segundo Célio, Jucilene passou a ter febre, sentia dores e tinha secreção após extrair o dente. Um edema também surgiu no pescoço da paciente e então eles decidiram procurar a clínica no dia 6 de julho.
“Eles deixaram ela de lado, disseram que era normal tudo isso. No dia que procuramos [a clínica] ela já estava com esses sintomas e eles viraram as costas, disseram para que ela continuasse tomando os remédios. Não se interessaram”, contou o marido. Um funcionário teria orientado a paciente a procurar o pronto-socorro da cidade.