Falta de pagamento aos hospitais regionais provocará novo bloqueio na BR-163 nesta quinta
Durante uma hora prefeitos, vereadores, entidades, servidores e população em geral fecharam a rodovia
Na tentativa de sensibilizar o Governo do Estado quanto à situação da saúde pública na região Norte, representantes de 8 municípios participaram de uma manifestação na tarde de ontem (3). Durante a mobilização, com a participação de aproximadamente 300 pessoas, ficou acordado que, caso não seja efetuado o pagamento, amanhã (5) haverá novo bloqueio da BR-163.
Durante uma hora prefeitos, vereadores, entidades, servidores e população em geral fecharam a BR-163, no perímetro urbano de Sinop.
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A manifestação é pela reabertura do Hospital Regional de Sinop, que suspendeu a capacidade de atendimentos há quase um mês. A Fundação Comunitária de Saúde, que administra a unidade, alega atrasos nos repasses realizados pela Secretaria de Estado de Saúde.
A mobilização começou na Praça da Bíblia e depois o grupo seguiu até o km 821 da BR-163, região do Alto da Gloria, em Sinop. O ato encerrou às 17h12.
Vereadores da Capital do Agronegócio, que também encabeçaram o movimento, destacaram ainda a preocupação com o Hospital Regional de Sorriso, que também teria repasses atrasados. “O Hospital de Sorriso vai fechar as portas também, porque não aguenta. São 14 municípios e vai acabar fechando as portas a qualquer momento, porque lá a dívida já é de quase R$ 10 milhões”, alegou o vereador Maurício Gomes.
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Hospital de Sinop
Em Sinop, o Hospital Regional reduziu os atendimentos desde o dia 7 de setembro e a previsão é de que até hoje (4) paralise totalmente as atividades, caso não seja feito o repasse de recursos pela Secretaria de Estado de Saúde.
Segundo o diretor financeiro da Fundação Social de Saúde, que administra o Hospital Regional de Sinop, Heller Chaves, o último repasse feito pela Secretaria de Estado de Saúde foi em referência ao mês de julho e as diferenças de valores são de aproximadamente R$ 18 milhões. “Porém todas as diferenças desde fevereiro de 2016 até agora não foram repassadas, uma hora alegam que não foi auditada ou falta documentos. Nesse período foram três secretários diferentes e as equipes mudam. Nós não podemos ser reféns da inoperância do estado”, asseverou o administrador.