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Falso sequestro separa criança da mãe
O menino foi encaminhado para à Casa da Criança
A Justiça determinou o encaminhamento do menino M.D.L., 1, para a Casa da Criança Cuiabana até que os pais passem por avaliação psicossocial, que vai determinar quem terá condições de receber a guarda do bebê.
A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira pela juíza Gleide Santos Bispo durante audiência realizada na Vara da Infância e Juventude de Cuiabá. Segundo a magistrada, o acolhimento é provisório. A medida foi adotada como forma de preservar a criança, que terminou envolvida em uma confusão na tarde de domingo (27), sobre um suposto sequestro.
A mãe do menino, a vendedora Rúbia Juliana Pereira Duarte, 29, e o pai da criança, apontando pelo nome de Alex, passarão pela avaliação psicossocial. Como o homem mora em Campo Grande (MS), a medida será feita por meio de carta precatória. A juíza aponta que não há prazo para conclusão deste procedimento, porém espera que ocorra da maneira mais célere possível, uma vez que trata-se de criança pequena, com pouco mais de um ano de idade.
Rúbia foi ouvida na manhã de ontem no Conselho Tutelar de Cuiabá e a decisão foi que ela seria encaminhada para uma avaliação psicológica a fim de constatar se as versões apresentadas à Polícia e ao conselheiro eram verdadeiras. A criança também deveria ser avaliada com o intuito de constatar se é bem tratada. Além disso, a análise era para apontar se a jovem tem ou não problemas de ordem emocional. Mas, com a decisão da Justiça, todo esse processo será feito por outra equipe.
Conselheiro tutelar que ouviu o depoimento da mãe do bebê, Devair Rodrigues afirma que, aparentemente, o bebê é muito bem cuidado pela mãe, não apresenta nenhum hematoma que indique maus-tratos, mas destacou que a avaliação psicológica é fundamental para esclarecer em quais pontos a versão contada por ela é verdadeira ou falsa.
A respeito da possibilidade de Rúbia perder a guarda do filho M.D.L, pela manhã o conselheiro tutelar afirmou que era muito cedo ainda para indicar esta saída, pois havia vários trâmites legais do processo para serem transcorridos. Naquele momento, Rúbia afirmou que não havia essa possibilidade de perder a guarda da criança para o pai. De acordo com ela, o pai não tem nenhum contato com o filho, sequer foi informado por ela sobre o que aconteceu no domingo, além de que atualmente é casado, tem outro filho e constituiu outra família em Campo Grande.