Falso pastor tem prisão decretada por sumiço de menina em MT
Delegado acredita que criança de 10 anos foi assassinada; suspeito já teria matados os pais em Alagoas
O juiz da Terceira Vara Criminal e Cível de Barra do Bugres (a 169 km de Cuiabá), Arom Olímpio Pereira, decretou a prisão de José Costa Silva, principal suspeito de ter sequestrado uma menina de 10 anos, em 2011. O homem está foragido.
A menina desapareceu no dia 11 de outubro daquele ano, véspera do Dia das Crianças, no município de Nova Olímpia (a 207 km de Cuiabá). A polícia acredita que a criança tenha sido assassinada, apesar do corpo dela nunca ter sido encontrado.
O homem era vizinho da residência onde a menina morava com a família no município. “Pedimos ajuda na divulgação para encontrar esse cidadão. Aparentemente ele está fora de Mato Grosso”, explicou o delegado responsável pela investigação do caso, Nelder Martins Pereira, em entrevista ao MidiaNews.
De acordo com ele, a ocorrência é similar ao homicídio de Eliza Samúdio, em 2010. O goleiro Bruno Fernandes, que foi jogador do Flamengo, foi condenado pelo crime.
“O caso é bem parecido com o da Eliza Samúdio. Precisamos encontrar o corpo para termos provas técnicas. Precisamos de elementos para afirmar se ela foi abusada ou não. Suspeitamos que sim, mas não podemos afirmar”, contou o delegado.
Segundo Nelder Martins, o homem se “autoproclamava” pastor, o que seria falso. Além disso, conforme o delegado, o suspeito tinha conversas sobre sexualidade com a vítima.
“Era um vizinho da vítima, conhecido da família, era tido como um pastor de igreja. Mas sabemos que isso era uma máscara dele”, disse.
José Costa Silva também é suspeito da morte dos próprios pais, em Alagoas.
O desaparecimento
A criança morava com os pais e três irmãos no Bairro Jardim Boa Esperança, em Nova Olímpia. À polícia, os familiares informaram que a menina saiu de casa por volta das 15h para ir à casa de uma vizinha da mesma idade, mas não retornou.
O desaparecimento da garota teria causado sequelas psicológicas e emocionais graves na mãe da criança.