Fabris se entrega e confirma que prisão foi por ter levado pasta
"Estou me entregando e não sei o que vai acontecer", declarou
O deputado afastado Gilmar Fabris argumentou nesta sexta, em entrevista enquanto retornava para Cuiabá para se apresentar à Polícia Federal, que houve mal entendido minutos antes do cumprimento do mandado de busca e apreensão em seu apartamento, no bairro Santa Rosa, nesta quinta.
Relata que saiu do prédio por volta de 5h30min, carregando uma pasta de cor preta. Nessa hora, diz o parlamentar, os agentes federais interpretaram a cena como crime de ocultação de provas. Por isso, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu e o ministro Luiz Fux deferiu o pedido de afastamento e de prisão.
"Estou me entregando e não sei o que vai acontecer. Eu não sabia da operação. Saí tranquilamente, com minha pasta que sempre carrego, para tomar um café no Bolo de Arroz e fiquei por lá. Não fiz nada. Só tem na pasta coisas minhas, como relógio, caneta e jóias", declarou Fabris, que já está sob escolta do superintendente regional da Polícia Federal, delegado Anderson Vieira.
Fux autorizou ainda mandado de busca e apreensão, que foi cumprido na residência de Fabris nesta sexta. Dali levaram mais caixas com papéis que serão analisados pelos agentes.
O deputado aparece na delação do ex-governador Silval Barbosa, que embasou a operação Malebolge deflagrada ontem, em mais de um episódio. Foi flagrado em vídeo, supostamente recebendo mensalinho, e denunciado também no escândalo das cartas de créditos pagas pelo Estado com valores superfaturados.
Médico sorrisense ofendido
Em maio deste ano, Gilmar Fabris (PSD) fez um depoimento ofensivo contra o médico Roberto Satoshi, que trabalha em Sorriso e espontaneamente chorou em entrevista por causa das condições precárias na unidade. Ele chamou o ex-diretor técnico do Hospital Regional de Sorriso de 'mentiroso' e insinuou que a 'população pujante' da Capital do Agronegócio manteria o hospital.
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