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Ex-secretário que estava foragido da Justiça se entrega à Polícia
Ele é acusado de participar de um esquema para monopolizar os serviços de saúde no Estado
O ex-secretário adjunto de Gestão de Saúde de Cuiabá, Flávio Alexandre Taques da Silva, alvo da Operação Sangria, se entregou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (2).
Ele estava foragido desde o dia 18 de dezembro, quando teve a prisão decretada durante a segunda fase da operação, deflagrada pela Delegacia Fazendária (Defaz).
A ação apura irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin, Qualycare e a Prox Participações com o Município de Cuiabá e o Governo do Estado.
Na ocasião, foram presos Huark Douglas Correia da Costa, ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Fábio Liberali Weissheimer, médico e sócio da Pró-Clin, Adriano Luiz Sousa, empresário e advogado, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Celita Liberali, Luciano Correa Ribeiro, médico e sócio da Pró-Clin, e Fábio Alex Taques.
Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Civil, Flávio Taques se apresentou na Gerência Estadual de Polinter (Gepol), localizada na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), região central de Cuiabá, por volta de 9h30, acompanhado de um advogado.
Ele deve passar por audiência de custódia nesta tarde, no Fórúm de Cuiabá. De acordo com a Defaz, os presos são integrantes de um grupo que montou um esquema para monopolizar a saúde em Mato Grosso.
Segundo a investigação, Flávio Taques estaria dificultando a apuração do levantamento dos serviços prestados contratualizados, retirando servidores que têm informações sobre contratualização e medicamentos e transferindo para o almoxarifado na região do Bairro Coxipó, em Cuiabá.
Ainda de acordo com a decisão, Flávio Taques é suspeito, junto com Fábio Taques, de gerenciar as ações do grupo, havendo fortes indícios de que estariam articulando a destruição de provas.
No dia da operação, Flávio Taques deixou seu apartamento no Bairro Santa Rosa cerca de cinco minutos antes da chegada dos agentes da Delegacia Fazendária.
Durante buscas no seu apartamento, no edifício no Jardim Mariana, em Cuiabá, policiais encontraram diversos papéis queimados na churrasqueira. Segundo a Polícia Civil, provavelmente “uma tentativa de eliminar provas”.