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Ex-secretário de Silval tentou impedir delação que resultou na Sodoma
Após sair do governo, ele desconfiava que havia investigações em curso
“Não era pro João Rosa fazer nada enquanto ele não conversasse com o Pedro”. Esta foi uma afirmação prestada pelo diretor jurídico das lojas City Lar (atual Ricardo Eletro), Florindo José Gonçalves à juíza Selma Arruda, na 7ª Vara Criminal, em 19 de abril deste ano, quando prestou depoimento na ação penal referente à operação Sodoma 1, que apura fraude em incentivos fiscais concedidos pelo Estado às empresas do delator João Batista Rosa.
Na ocasião, Florindo contou um plano tramado pelo ex-secretário de Estado de Indústria e Comércio e da Casa Civil, Pedro Nadaf, para tentar impedir que o esquema de corrupção fosse descoberto pela Polícia.
Após sair do governo, ele desconfiava que havia investigações em curso e que João Rosa estava colaborando com a Justiça.
Foi por isso que foi até o escritório do ex-dono da City Lar, Erivelto da Silva Gasques, de quem era amigo e pediu para o funcionário deste, Florindo, ir até a casa de João Rosa questionar se havia realmente alguma delação em curso, além de alertar o empresário para evitar citar o nome Pedro Nadaf ao telefone, pois estaria sendo grampeado, e também tentar marcar um encontro de João Rosa com o ex-secretário.
Como Florindo só mantinha relações comerciais com o dono da Tractor Parts, ele usou a senha “compra de ar condicionado” como motivo para ir procurar João Rosa, onde teve um encontro rápido e passou os recados de Nadaf. Florindo foi levado até o prédio residencial pelo patrão, Erivelto, que ficou esperando dentro do carro.
Em seguida, ambos foram para uma padaria no bairro Jardim das Américas, onde encontraram Pedro Nadaf acompanhado do ex-secretário de Estado de Fazenda Marcel de Cursi. No local, Florindo apenas repassou a Nadaf como foi a conversa com João Rosa, que negou estar fazendo delação, e foi embora.