Pesquisa da Percent Brasil mostra Acacio Ambrosini entre os nomes lembrados para deputado federal
Ex-deputados de Mato Grosso pedem que Jair Bolsonaro fique neutro em eleição
A tendência é que o grupo novamente se reúna com outros membros do núcleo do governo Bolsonaro para reafirmar o pedido
Os ex-deputados federais Júlio Campos (DEM) e Nilson Leitão (PSDB), e o chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília (Ermat), Carlos Fávaro (PSD), decidiram pressionar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que não participe com apoio na eleição suplementar ao Senado que ocorrerá no próximo dia 26 de abril.
Os 3 pré-candidatos à vaga, estiveram na quarta-feira (5) em Brasília se reunindo com ministros e o entorno de Bolsonaro para solicitar que ele não declare apoio a nenhum candidato. "Nós queremos apenas a neutralidade do presidente Bolsonaro para que ele evite um desgaste desnecessário. Esse é o nosso entendimento e por isso conversamos com algumas pessoas do núcleo do governo", disse Júlio Campos ao confirmar a reunião.
O ex-deputado que também já foi governador do Estado, usou o exemplo do governador Mauro Mendes (DEM), que tem na sua base de sustentação vários partidos que lançarão candidatura ao senado.
"Nós pedimos a mesma coisa pro governador Mauro. Que ele fique neutro. Dos principais candidatos ao Senado, todos votaram no Bolsonaro. Então ele não tem muito com o que se preocupar", disse.
Os 3 se reuniram com os ministros Onix Lorenzoni (DEM) da Casa Civil, Ana Tereza Cristina (DEM) da Agricultura, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) e o filho do presidente, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).
Nos bastidores, a preocupação de Fávaro, Leitão e Júlio, é do o apoio do Planalto ao deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, José Medeiros (PODE). Isso porque Medeiros é considerado o mais bolsonarista dos parlamentares mato-grossense, com uma atuação nas redes sociais destacada e com respaldo do clã Bolsonaro.
A tendência é que o grupo novamente se reúna com outros membros do núcleo do governo Bolsonaro para reafirmar o pedido de neutralidade.