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Estudante de Direito é ameaçada e tem carro roubado
A vítima foi abordada enquanto estacionava o carro na frente do escritório de advocacia do pai
Armado e sem capuz, um homem ameaçou uma estudante de Direito e conseguiu levar seu carro, um Citroen Exclusive, azul, na manhã desta terça-feira, 01, no bairro Araés, em Cuiabá.
Abordada enquanto estacionava o carro na frente do escritório de advocacia do pai, a vítima, Annelise Busiki, 25, se assustou e gritou por socorro, fazendo com que comerciantes da redondeza se aglomerassem no local para tentar impedir o ladrão. Pelas câmeras de segurança, seu pai Odair Busiki, percebeu a movimentação e se juntou aos populares para evitar a fuga do assaltante, mas não obteve êxito. Em um período de uma semana, outros quatro estabelecimentos foram roubados no quarteirão. Sete em 15 dias. Todos estão assustados.
Agora, com as imagens das gravações que mostram o rosto do suspeito, a família busca por apoio para poder identificá-lo. Para Odair, é importante que vários setores da sociedade se mobilizem para ajudar a polícia com estes casos, utilizando de todas as formas legais para denunciar e ajudar a capturar criminosos. “Não estou incitando ninguém a reagir a assaltos, mas nós, enquanto cidadãos, devemos reagir a situação crítica a qual nossa segurança chegou, buscando contribuir de todas as formas para os trabalhos de investigação.”
De acordo com Annelise, todas as providências legais já foram tomadas, mas não há muita esperança de que o veículo seja recuperado. Ela explica que a suspeita é de que ação tenha sido planejada, já que o modelo do carro não é comum e a rua onde era estacionado é de difícil saída, o que dificultaria a fuga. “Acreditamos que o carro já esteja em algum desmanche ilegal, mas recorremos à imprensa, ao poder público e a polícia de todas as formas para levar à tona o que aconteceu. Precisamos denunciar, dar visibilidade a isso e mobilizar as pessoas”.
O advogado afirma ainda que fará o possível para colocar o homem na cadeia, começando pela divulgação de sua foto. Além da veiculação na mídia, ele conta ter disseminado a imagem entre vários amigos e conhecidos, além de grupos em redes sociais. “Hoje eu poderia estar chorando a morte de uma filha, mas graças a Deus não estou. Se esses monstros continuarem a solta, no entanto, outros pais poderão passar por essa tragédia. Queremos esses criminosos na cadeia, não apenas pela nossa perca material, mas por todo risco que eles oferecem à comunidade. Hoje fomos nós, mas quantas outras vítimas esse homem já fez? Quantas outras poderá fazer se continuar solto?”, conclui.