Esteticista morreu em decorrência da lipoaspiração, diz laudo
Forte hemorragia durante o procedimento foi apontada como causa da morte
O laudo de necropsia da esteticista Edleia Danielle Ferreira Lira revelou que ela sofreu um choque hemorrágico durante uma lipoaspiração a que foi submetida no dia 10 de maio, no Hospital Militar, em Cuiabá. Ela morreu três dias após o procedimento.
Segundo o médico legista e diretor metropolitano da Politec, João Marcos Rondon, a morte da esteticista foi em decorrência do processo cirúrgico.
“É esperada, em uma lipoaspiração, alguma queda dos níveis de hemoglobinas. Mas os parâmetros dessa paciente eram de um indivíduo que sofreu uma hemorragia acima do que seria suportável”, disse Rondon, em entrevista coletiva na tarde de terça-feira (12).
O médico mencionou que, conforme exames prévios realizados, a mulher estava em plenas condições físicas de passar pelo procedimento.
“Ela estava em plenas condições físicas e os exames laboratoriais prévios mostravam resultados adequados à cirurgia que ela ia fazer. Se ela não tivesse feito o procedimento, ela não teria ido a óbito”, afirmou.
A delegada Alana Cardoso, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que começou a reunir documentos para investigar o caso.
“Nós identificamos uma possível responsabilização no campo criminal. Nossa linha de investigação é identificar os autores – os indivíduos responsáveis pelas consequências dessa cirurgia”, disse a delegada.
O prazo para a conclusão do inquérito é de 30 dias. No entanto, a delegada reconhece que, em razão da complexidade do caso, o trabalho poderá levar mais tempo. Saiba mais aqui (fonte).