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Empresário sofre derrotas no STF e STJ e vai permanecer preso
Roque Reinheimer é acusado de se beneficiar de esquema de propina no Detran-MT
Em um único dia, o empresário Roque Anildo Reinheimer, preso por um suposto esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no Detran-MT, teve pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No STF o pedido foi negado pela ministra Rosa Weber e no STJ, pela ministra Maria Thereza de Assis Moura. A íntegra dos despachos ainda não foi publicada.
Roque foi preso no dia 9 de maio, durante a deflagração da 2ª fase da Operação Bereré. O esquema apura um esquema de desvio na ordem de R$ 30 milhões, que operou de 2009 a 2015.
Roque está detido no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Segundo as investigações, parte dos valores repassados pelas financeiras à EIG Mercados por conta do contrato com o Detran-MT retornava como propina a políticos, dinheiro esse que era “lavado” pela Santos Treinamento – parceira da EIG no contrato - e por servidores da Assembleia, parentes e amigos dos investigados.
Na denúncia, consta que além de ter se beneficiado da propina e integrar o núcleo de operações da quadrilha, Roque Reinheimer era um dos protagonistas do esquema e tentou atrapalhar as investigações, mediante ameaças, intimidações e extorsões contra o ex-diretor da EIG, José Kobori, e contra o sócio da EIG e delator dos crimes, José Henrique Gonçalves.
Além de Roque, também foram presos o deputado estadual Mauro Savi (DEM); o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques e seu irmão Pedro Jorge Taques; o empresário José Kobori e o outro sócio da Santos Treinamento, Claudemir Pereira dos Santos. Nenhum deles conseguiu ser solto até o momento.
A operação
De acordo com as investigações, entre os meses de julho e agosto do ano de 2009, quando Teodoro Moreira Lopes, o “Dóia”, ocupava o cargo de presidente do Detran, foi convocado para uma reunião no gabinete do deputado Mauro Savi. No local estavam presentes, além do parlamentar, Marcelo da Costa e Silva e Roque Anildo Reinheimer, ambos investigados no caso.
Na ocasião, Marcelo Silva e Roque Anildo teriam oferecido a Dóia a execução da atividade de registro junto ao Detran dos contratos de financiamento de veículos com cláusula de alienação fiduciária, de arrendamento mercantil, de compra e venda com reserva de domínio ou de penhor dizendo que apresentariam ao então presidente da EIG Mercados.
Conforme, o MPE, na ocasião a empresa se oferecia a formular contrato administrativo com o Detran para prestar o serviço de registro de contratos junto à entidade de trânsito. Na oportunidade, um dos sócios da empresa, a fim de garantir a prestação de serviços, teria se comprometido a repassar o valor equivalente ao pagamento de um mês às campanhas eleitorais do deputado Mauro Savi e do então governador Silval Barbosa. Saiba mais.