Em MT, 20% da rede estadual têm calendário escolar afetado por causa da paralisação dos caminhoneiros
Aulas devem ser repostas até o fim do primeiro semestre para regularização do calendário. O governo já decretou situação de emergência pela falta de combustível no estado.
Cerca de 20% das unidades escolares da rede estadual de ensino de Mato Grosso tiveram o calendário afetado por causa da paralisação dos caminhoneiros. A categoria faz o nono dia de manifestação em trechos de rodovias federais e estaduais.
No domingo (27), o governador Pedro Taques (PSDB) decretou situação de emergência em função do desabastecimento de combustível.
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT) publicou uma portaria autorizando que as comunidades escolares em conjunto com as secretarias municipais e as assessorias pedagógicas decidam sobre a suspensão das atividades ou não.
Conforme a determinação, as aulas devem ser repostas até o final do primeiro semestre desse ano para que o calendário seja normalizado no terceiro bimestre.
Bloqueios
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que são 30 locais com manifestações nas rodovias federais, mas não informou o local de cada um.
Além das rodovias federais, há registros de manifestação e aglomeração de caminhoneiros na MT-480 e MT-358 em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. No trecho sob concessão da Rota do Oeste, concessionária que administra as rodovias de Mato Grosso, em todos os locais está autorizada a passagem de veículos de passeio, ônibus, ambulância e de carga viva e perecíveis.
Decreto do governo
O decreto prevê ações do governo para evitar situações que possam comprometer a oferta da prestação de serviços considerados essenciais à população, como nas áreas de saúde e segurança pública, além de garantir a ordem e os direitos fundamentais dos cidadãos.
Segundo o governo, a falta de combustível tem gerado transtornos nos transportes públicos e particulares, desabastecimento de produtos alimentícios nos supermercados e falta de insumos nos hospitais.