Estado de Mato Grosso oficializa política de sustentabilidade da pecuária bovina e bubalina
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, sancionou nesta quarta-feira (17) a Política Estadual de Sustentabilidade da Cadeia Produtiva da Pecuária Bovina e Bubalina, marco que consolida o compromisso do Estado com a produção responsável e competitiva. A nova legislação cria o Passaporte Verde, programa que estabelece o monitoramento socioambiental do rebanho mato-grossense e passa a vigorar a partir de 2026.
Com foco estratégico e mercadológico, a política define critérios para comprovação de boas práticas ambientais dentro das propriedades rurais, estímulo ao aumento da produtividade e implantação gradual de um sistema seguro de rastreabilidade socioambiental. O objetivo é assegurar que a carne produzida em Mato Grosso esteja plenamente alinhada ao Código Florestal Brasileiro e às exigências dos mercados nacionais e internacionais.
A implementação seguirá um modelo faseado, inclusivo e progressivo, em consonância com o Plano Nacional de Identificação de Bovinos (PNIB). Pequenos produtores terão prazo e suporte técnico para se adequar às novas regras. A partir de 2033, o sistema permitirá o acompanhamento completo dos animais, do nascimento ao abate, integrando bases de dados oficiais e controles sanitários e ambientais.
Para o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Caio Penido, o Passaporte Verde surge como resposta direta às crescentes exigências globais por transparência e sustentabilidade. “Mato Grosso lidera as exportações de carne bovina no Brasil, conserva mais de 60% do seu território e, com essa política, garante e amplia o acesso aos mercados mais exigentes”, avaliou.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, classificou a iniciativa como um avanço histórico. Segundo ele, a política fortalece a competitividade da pecuária mato-grossense e posiciona o Estado entre os maiores fornecedores mundiais de proteína animal sustentável monitorada. “Não se trata apenas de atender exigências internacionais, mas de uma estratégia de longo prazo que valoriza quem produz dentro da legalidade e cria oportunidades iguais para grandes, médios e pequenos produtores”, afirmou.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, destacou que a construção do projeto contou com a participação ativa de produtores, indústrias, Governo do Estado e Imac. Para ele, a lei traz segurança jurídica, previsibilidade e valorização da carne produzida em Mato Grosso. “É uma política construída de forma coletiva, que fortalece toda a cadeia produtiva e prepara o setor para o futuro”, pontuou.
Sem caráter fiscalizatório, o Passaporte Verde tem como finalidade evidenciar os diferenciais competitivos da carne mato-grossense e preparar o setor para eventuais restrições socioambientais futuras. “Com alinhamento e bom senso entre todos os elos da cadeia, vamos demonstrar que a carne de Mato Grosso está entre as mais sustentáveis do mundo”, concluiu Caio Penido.