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Dólar fecha em queda no último pregão do ano, mas encerra 2019 com alta
Moeda dos EUA fechou cotada a R$ 4,0098, queda de 1%
O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (30), último pregão do ano, mas encerrou 2019 com uma alta de 3,50%.
Nesta segunda, a moeda norte-americana recuou 1,00%, a R$ 4,0098. No mês, a moeda caiu 5,42%. Já o dólar turismo terminou o ano vendido perto de R$ 4,18, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Veja mais cotações.
No ano, as variações do câmbio foram impactadas pelo desenvolvimento da agenda política brasileira, enquanto no ambiente internacional, guerra comercial entre os Estados Unidos (EUA) e China, sinais de desaquecimento global e turbulência na América do Sul também contribuíram para as oscilações da moeda.
Durante esta segunda-feira, no cenário interno, o mercado acompanhou as projeções do Boletim Focus do Banco Central (BC). No relatório, economistas elevaram a estimativa de inflação para este ano de 3,98% para 4,04%. Já a projeção para o crescimento do PIB para este ano subiu de 1,16% para 1,17%. Para o ano que vem, a previsão foi elevada de 2,28% para 2,30% – oitava alta seguida.
A projeção dos analistas para a taxa básica de juros (Selic) no fim de 2020 permanece em 4,50% ao ano.
De forma geral, os mercados chegam ao fim do ano com tom otimista, especialmente depois de os Estados Unidos (EUA) e a China terem chegado a um consenso sobre alguns pontos de questões tarifárias.
Sinais de estabilização na economia chinesa, conforme indicativo por números recentes, também amparavam a busca por risco no mercado de moedas, sobretudo as de países exportadores de commodities --produtos com forte demanda chinesa.
Na máxima do ano, dólar chegou a R$ 4,25
Em novembro, o dólar bateu recordes nominais sucessivos, chegando a ser cotado a R$ 4,2584, em meio a incertezas sobre a economia mundial e piora das contas externas brasileiras.
A queda da taxa básica de juros também contribuiu para a alta da moeda em relação ao real: com a redução do rendimento das aplicações por aqui, em um cenário ainda de incertezas, os investidores buscaram opções lá fora, retirando dólares do país.