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Secretarias e MPMT anunciam medidas após agressão brutal a estudante em escola de MT
As Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Segurança Pública (Sesp), em conjunto com o Ministério Público de Mato Grosso, devem anunciar nesta quarta-feira (6) as medidas administrativas e judiciais que serão adotadas no caso da agressão contra uma aluna da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (421 km de Cuiabá).
A coletiva está marcada para as 9h30, na sede da Seduc, em Cuiabá, e contará com a presença dos secretários Alan Porto (Educação), César Augusto Roveri (Segurança Pública), representantes do Ministério Público e o delegado Marcos Paulo Batista, responsável pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, na segunda-feira (5), que mostra uma aluna sendo brutalmente agredida por outras colegas. Nas imagens, a vítima leva socos, tapas no rosto e golpes com um cabo de vassoura, sem reagir ou sequer tentar se defender. Durante a sessão de espancamento, uma das regras impostas era que a jovem não poderia chorar — sob pena de mais violência.
Segundo a Polícia Civil, quatro alunas foram identificadas como autoras das agressões, entre elas uma criança de apenas 11 anos. As investigações revelaram que o grupo funcionava como uma espécie de organização com regras internas, punições e divisão de funções. A vítima teria sido agredida por supostamente descumprir normas estabelecidas pelas próprias colegas.
Durante a apuração dos fatos, cerca de dez pessoas foram ouvidas, incluindo as menores envolvidas, a direção da escola, pais e a vítima. As adolescentes confessaram não apenas esse episódio, mas também relataram outras agressões cometidas contra pelo menos mais quatro colegas.
Em celulares apreendidos, a polícia localizou vídeos registrando esses outros ataques. Uma das adolescentes já havia sido levada à delegacia anteriormente, quando foi flagrada em companhia de adultos ligados a facções criminosas e em posse de entorpecentes.
As autoridades afirmam que o caso será tratado com rigor e deve servir de base para reforçar medidas de prevenção e segurança no ambiente escolar.