Atualizada: Justiça mantém prisão preventiva de empresário que agrediu companheira com taco de sinuca em Sorriso
Imagens de segurança mostram o momento em que o agressor ataca a vítima em uma vidraçaria. Mulher relatou histórico de ameaças e medo de perder a guarda da filha.
O juiz Glauber Lingiardi Strachini manteve a prisão preventiva de F. S., empresário de 26 anos preso por agredir a companheira de 22 anos com um taco de sinuca em um estabelecimento comercial de Sorriso (MT). O caso, ocorrido na última terça-feira (28), foi flagrado por câmeras de segurança e causou forte repercussão nas redes sociais e na cidade.
O vídeo mostra o momento em que o homem desfere um golpe com o taco de sinuca contra a jovem, que caminhava ao lado dele. Em seguida, ele a persegue até outro ambiente da loja, enquanto ela chora e pede ajuda, exibindo ferimentos visíveis nas costas. Testemunhas acionaram a Polícia Militar, que realizou a prisão em flagrante.
Durante a audiência de custódia, o magistrado destacou que a vítima já havia denunciado agressões anteriores e sofria ameaças constantes, inclusive de perder a guarda da filha. O juiz avaliou que a liberdade do suspeito poderia comprometer as investigações e colocou em risco a integridade da mulher, decidindo pela conversão da prisão em flagrante para preventiva.
De acordo com o relato da vítima, o episódio foi apenas mais um de uma sequência de violências. Ela contou que o companheiro a ameaçava com frequência e dizia que, se fosse preso, “destruiria a vida dela”.
Autoridades locais ressaltaram que o caso representa uma ruptura no padrão privado da violência doméstica, por ter ocorrido em público e com registro em vídeo. O comandante da Polícia Militar em Sorriso destacou que “a agressão física é quase sempre a culminação de um ciclo que já vinha sendo alimentado”, reforçando a importância de reconhecer os sinais de abuso antes que eles escalem.
O episódio reacende o alerta para a necessidade de redes de apoio, canais de denúncia eficientes e políticas de prevenção à violência contra a mulher, além de servir como exemplo da importância de registros visuais que comprovem os crimes e permitam a atuação imediata da Justiça.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca reunir provas adicionais sobre os episódios de violência relatados pela vítima.