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Dívida da Segurança com fornecedores soma R$ 216 milhões, diz secretário
Bustamante descarta concurso e diz que tem se reunido com fornecedores para negociar pagamentos
O secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT), Alexandre Bustamante, afirmou que, nos primeiros dias de gestão, tem focado em sentar com fornecedores para tentar regularizar as contas da pasta.
De acordo com ele, a pasta tem R$ 216 milhões de restos a pagar, entre valores processados ou não - dos quais R$ 13,5 milhões referem-se apenas a gastos com empresas locadoras de veículos.
“A Secretaria tem R$ 116 milhões de restos a pagar processados e R$ 100 milhões não processados. Esses valores correspondem apenas à Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), sem incluir a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), que também está sob minha responsabilidade”, explicou, em entrevista à Centro América FM, nessa sexta-feira (18).
"Quem o Estado está menos devendo hoje é o servidor público, que tem quase dois meses de salários atrasados. O restante tem tudo mais de dois meses", completou. As dívidas da Segurança Pública são derivadas, principalmente, de gastos com comida para detentos, policiais, locação de veículos e combustível, de acordo com Bustamante.
Com cerca de 500 carros recolhidos das ruas por falta de pagamento às empresas locadoras, a polícia tem utilizado carros de passeio do modelo Gol para realizar trabalhos operacionais.
De acordo com ele, a atual situação econômica de Mato Grosso, que teve estado de calamidade financeira decretado pelo governador Mauro Mendes (DEM) nessa quinta-feira (17), exige que alguns gastos sejam contidos.
“Todos podem observar o esforço e desgaste do governador, no sentido de diminuir despesas para tentar aumentar a arrecadação”, falou. Bustamante chegou a comparar o Estado com uma família que pretende economizar dinheiro.
“Não tem família no mundo que tente economizar gastando mais do que recebe achando que vai resolver todos os problemas. É preciso fazer justamente o contrário: adequar as despesas ao quanto se arrecada. É o que Mendes está fazendo”, disse. Saiba mais.