Adolescente de 14 anos é apreendido após agredir a própria mãe dentro de escola em Sorriso
Digital influencer diz que estava ‘muito bêbada’ na Valley, mas nega bater em funcionários
Maiza de Abreu, de 31 anos, contou que apenas se debateu e negou ter mordido e chutado funcionários
A digital influencer Maiza de Abreu Dias dos Santos, de 31 anos, se manifestou por meio de suas redes sociais a respeito da confusão em que se envolveu no último final de semana, dentro da Boate Valley Pub, em Cuiabá.
Maiza foi detida na madrugada de domingo (16), acusada de agredir policiais militares e funcionários da casa noturna, que tentavam contê-la. Por meio de vídeos em sua conta no Instagram, onde possui mais de 78 mil seguidores, a cuiabana - que também é maquiadora e cabeleireira - confirmou que havia bebido demais naquele dia. No entanto, ela nega a agressão.
“Eu já havia começado beber em casa e fui para balada e comecei a beber mais lá. O camarote que estão falando que eu invadi, [eu] já estava lá dentro. Eu saí dele e quando eu fui entrar novamente, o segurança me falou que mandaram eu não entrar mais. Perguntei quem mandou não entrar mais, e eles me falaram que algumas meninas estavam incomodadas por eu estar ali e que o dono do camarote falou para eu não entrar mais”, contou.
“Eu estava muito bêbada mesmo. E estava muito revoltada por não poder voltar para o camarote e aconteceu o que aconteceu. Eu não bati em nenhum funcionário. Eu simplesmente me debati. E eu, muito bêbada, fico muito agressiva, ainda mais na quantidade de bebida que bebi aquele dia. Eu me alterei, fiquei revoltada por não poder voltar para o camarote”, relatou.
A profissional ainda diz que não foi presa, mas encaminhada para a delegacia apenas para prestar esclarecimentos. “Realmente eu estava irredutível, estava muito bêbada mesmo. Falaram que eu tinha usado droga. Gente, eu nunca usei droga na minha vida, inclusive tenho um preconceito enorme quanto a isso. Fui algemada sim, colocada no camburão sim, mas porque eu estava irredutível. E foi a única maneira que eles conseguiram encontrar para me acalmar. Eu fui encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido, não fui presa”.
A digital influencer ainda diz que apenas resolveu falar sobre o episódio para pedir desculpas aos envolvidos. Ela ainda alegou que ficou com hematomas no corpo por conta da confusão.
“Os funcionários tentando me segurar, eu fiquei toda roxa, não foi culpa deles, não estou tirando a ‘minha’ da reta aqui, não estou me vitimizando ou tentando me colocar numa posição melhor. Estou apenas esclarecendo e mostrando que existem três versões da história: a minha, a que estão inventando por aí, e de fato a versão real, que fica a critério de quem acompanha acreditar”.
“As escoriações que eu tive foi porque eu me debati muito, mas ninguém me agrediu. Mas peço desculpas para as pessoas envolvidas, que seriam a somente elas que eu deveria dar satisfações, que foram as atingidas. Peço desculpas. Quem me conhece sabe que eu jamais faria isso em sã consciência”.
Entenda o caso
Segundo consta no boletim de ocorrência número 2018.387761, elaborado pela Polícia Militar, o episódio aconteceu por volta das 4 horas de domingo.
Conforme o documento, a PM recebeu uma denúncia de que havia uma mulher "quebrando tudo" na casa noturna.
Quando os militares chegaram, conversaram com o gerente do local, que relatou que Maiza “inesperadamente ficou transtornada e que no momento que os seguranças do local tentaram segurar a mesma, esta partiu para a agressão física”, diz trecho do BO.
Em seguida, ainda conforme consta no documento, a digital influencer passou a agredi-los. Uma das funcionárias relata que foi chutada várias vezes na perna.
Os policiais, então, tentaram detê-la, e ela continuou se debatendo. "A guarnição, ao abordar a conduzida, esta ofereceu resistência com pontapés e mordidas, tentando morder o SD PM Diniz, sendo necessário o uso de força moderada e algemas para conter a mesma", diz outro trecho.
Ela foi conduzida para a Central de Flagrantes da PM, onde foi autuada por injúria real, perturbação da tranqüilidade e embriaguez.