Suspeito investigado por quatro crimes violentos em Sorriso é capturado escondido debaixo de cama
Mato Grosso terá baixo impacto com novas tarifas dos EUA e reforça protagonismo no comércio exterior
Com apenas 1,5% de suas exportações destinadas aos Estados Unidos, Mato Grosso deve ser um dos Estados menos afetados pelo aumento de até 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros, anunciado pelo governo norte-americano. A medida pode entrar em vigor já no próximo dia 1º, mas, segundo avaliação do Governo do Estado, os impactos sobre a economia mato-grossense serão limitados devido à baixa dependência do mercado norte-americano.
No primeiro semestre deste ano, as exportações de Mato Grosso somaram US$ 14,69 bilhões, alcançando 147 países. A China segue como principal destino dos produtos mato-grossenses, absorvendo 45,9% das vendas externas. Na sequência aparecem Turquia (5,10%), Espanha (4,20%), Vietnã (3,72%) e Tailândia (3,66%). Os Estados Unidos aparecem apenas na 15ª colocação do ranking de compradores.
Entre os principais produtos exportados pelo Estado estão a soja (57,56%), o algodão (11,5%), a torta de soja (9,61%), a carne bovina congelada (8,69%) e o milho (3,48%). O desempenho reforça o peso do agronegócio na balança comercial estadual.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, os dados refletem a solidez da política de diversificação de mercados promovida pelo Governo de Mato Grosso. “Nossa posição de destaque no comércio exterior se deve à capacidade de ampliar a competitividade dos nossos produtos com qualidade, sustentabilidade e preços justos. Em momentos de instabilidade, o produtor mato-grossense encontra soluções e mantém o protagonismo nas exportações”, destacou.
A expansão da pauta exportadora também inclui produtos com alta demanda no mercado asiático, como pulses e DDG (grãos secos de destilaria com solúveis), este último utilizado como ração animal. Mato Grosso é, atualmente, o maior produtor nacional de etanol de milho setor do qual o DDG é subproduto.
Além de consolidar a liderança em commodities tradicionais, o Estado também vem ampliando sua inserção em cadeias de valor mais especializadas. Para o governo estadual, a estratégia de abrir novos mercados e reduzir a dependência de parceiros tradicionais tem garantido maior resiliência da economia frente a variações internacionais, como a possível alta tarifária imposta pelos EUA.