Uma quadrilha acusada de envolvimento com crimes de tráfico de drogas, roubos e homicídios registrados nos últimos meses em Alta Floresta (762 km ao Norte) foi desarticulada pela Polícia Judiciária Civil.
A operação desencadeada pela Delegacia de Alta Floresta com apoio das delegacias de Carlinda e Paranaíta resultou nadetenção de 13 pessoas, incluindo menores de idade. Entre os presos está Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquina”, apontada como líder da quadrilha.
As investigações iniciaram após uma série de homicídios ocorridos em Alta floresta e conseguiu identificar integrantes e o modo de autuação da quadrilha. A prisão de dois assaltantes, na quinta-feira (03), em Carlinda, antecipou a operação que resultou na desarticulação do grupo criminoso. Após o assalto, a dupla estava voltando para Alta Floresta para encontrar os demais integrantes do bando, quando foi presa com o dinheiro e arma de fogo.
Segundo a Polícia, a quadrilha é responsável pelo roubo de veículos e homicídios ocorridos na cidade. Após o roubo, as motocicletas eram vendidas em garimpos da região e em cidades do interior. O dinheiro adquirido com acomercialização dos veículos era utilizado para compra de armas e para manter as despesas da quadrilha. Os menores eram aliciados para integrar a quadrilha e eram utilizados para prática dos assaltos e homicídios.
De acordo com as investigações, a líder do grupo, “Angéliquinha” é pessoa de confiança de um traficante de grande porte, procurado pela Polícia. Ela que dava ordens para que os roubos e homicídios fossem praticados na cidade. Todos os integrantes da quadrilha foram presos em um acampamento, próximo a balsa da Indeco, onde estavam preparados para passar no mínimo dois meses.
Ao perceber a presença dos policiais, os acusados tentaram fugir, entrando na mata, mas ao perceber que estavam cercados decidiram se entregar. Uma jovem de 23 anos, que estava desaparecida foi encontrada e estava participando das atividades ilícitas da quadrilha.
Entre os crimes praticados pelo grupo estaria um duplo homicídio, ocorrido no mês de agosto. As duas vítimas executadas e uma terceira que conseguiu sobreviver aos ferimentos eram primas de “Angeliquinha”. As investigações apontam que outros três homicídios, todos ocorridos no mês de agosto foram realizados por integrantes da quadrilha.