Deputados têm mandados de condução negados na Convescote; mais de 10 pessoas são alvos
Gaeco deflagrou 2ª fase de operação e cumpre 13 mandados de busca e condução coercitiva
O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta sexta-feira (30) a segunda fase da Operação Convescote, que apura desvios de recursos públicos em convênios firmados entre a Faespe (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual) e órgãos públicos do Estado.
Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de condução coercitiva e busca e apreensão, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital. Entre os alvos estão servidores do Tribunal de Contas (TCE-MT), da Assembleia Legislativa (AL-MT), além de funcionários do Sicoob e da Faesp. Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa.
Alvos
O advogado Ricardo Monteiro confirmou que um dos alvos da operação é o servidor de carreira do TCE-MT, Marcelo Catalano. Ao MidiaNews, ele disse que seu cliente teve a assinatura “grosseiramente falsificada” para comprovar a prestação de serviços.
“Ele teve a assinatura grosseiramente falsificada. Quando é prestado serviço por uma empresa, é gerado um relatório e um funcionário do Tribunal atesta que e aquele serviço foi efetivamente prestado. Obrigatoriamente um servidor concursado tem que atestar a nota fiscal”, disse.
Outro alvo da operação foi Enéas Viegas, diretor financeiro do Tribunal de Contas. A confirmação é do advogado José Rosa.
"Não tem envolvimento nenhum, segundo ele, com nada do que estão falando, mas vai responder as perguntas que porventura fizerem. O que aconteceu foi que até abril houve um contrato do Tribunal de Contas com a Faespe. E, por esse contrato, a Faespe fornecia mão de obra, entre 60 a 70 pessoas por mês. E ele só fazia pagamento mediante relatório. Houve a prestação de serviço, essas pessoas foram lá. Portanto, ele não tem nenhuma ligação com o contrato e é isso que ele vai falar", disse José Rosa.
“A decisão diz que eles têm que ser conduzidos para saber se tem alguma coisa, envolvimento. O telefone de cada um foi recolhido para verificar conversas, ligações. Mas é muito genérico, não tem anda de específico. Eles estão atrás de informações”, disse o advogado.
10h06 -Ainda há uma divergência quanto ao número de conduzidos. Até o momento, o Gaeco confirma apenas 13 pessoas. Deste montante, 11 estão na sede do órgão, enquanto que outras duas estão sendo encaminhadas para lá.
10h04 - Outro assessor do deputado Guilherme Maluf, Suede Luz, também é um dos conduzidos na segunda fase da operação. A informação foi confirmada por um cunhado dele, que é advogado e foi até a sede do Gaeco.
09h51 - O secretário de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Raoni Ricci, informou que não houve cumprimento de mandados na Casa de Leis.
09h50 - O assessor do deputado Guilherme Maluf (PSDB), Odenil de Almeida, também foi conduzido coecitivamente pelo Gaeco para prestar esclarecimentos. A assessoria de imprensa do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) informou que ainda aguarda a confirmação do Ministério Público (MPE) sobre a relação de nomes para depois se posicionar.
09h43 - José Antonio Rosa ainda argumenta que teve acesso a decisão, que é de ontem (29), e que ela é "genérica e fala que as pessoas tem que ser conduzidas para fazer a oitiva para saber se tem alguma coisa, envolvimento. Foram recolhidos telefones celulares para verificar conversas, entre outros. Estão atrás de informações".
09H40 - O advogado José Antonio Rosa confirmou que o diretor financeiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Enéas Viegas, foi conduzido para prestar depoimento: "Ele está lá com um advogado já, que é amigo dele. A operação é um desdobramento, ele disse que não tem envolvimento algum com os fatos citados e vai responder as perguntas. Até abril, ele explica que houve o contrato do TCE com a Faesp e eles ofereciam a mão de obra, entre 170 e 180 pessoas por mês. Não há nenhuma ligação da pessoa dele com o contrato".
09h32 - O Gaeco confirmou que são 14 pessoas conduzidas nesta sexta-feira e não 13, como divulgado anteriormente.
09h30 - Segundo o que foi apurado pela reportagem do Olhar Direto, dois deputados estaduais tiveram mandados de condução negados pela Justiça, os nomes não foram confirmados pelo Gaeco.
09h08 - Até o momento, nove dos alvos da segunda fase da operação encontram-se na sede do Gaeco. O restante está sendo transferido de Cáceres. Há ainda a informação, não confirmada pela assessoria do órgão, de que seriam 14 conduzidos e não 13, como divulgado anteriormente.
08h26 - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na manhã desta sexta-feira (30) a segunda fase da operação Convescote. Segundo as informações iniciais, são alvos da operação servidores públicos da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Poder Judiciário. Empresários e funcionários de uma fundação de ensino de Cáceres (220 km de Cuiabá) também estão entre os investigados. No total, 13 mandados de condução coercitiva, busca e apreensão são cumpridos.