Empresário ligado ao setor de mineração morre em grave acidente na BR-163 entre Sorriso e Sinop
Deputados e secretário de Infraestrutura são citados pelo MPE
Representação aponta suposto envolvimento de Dilmar Dal Bosco, Pedro Satélite e Marcelo Duarte
Na decisão que autorizou a deflagração da Operação Rota Final, dada pelo desembargador Guiomar Teodoro Borges, foram citados como possíveis integrantes do esquema os deputados estaduais Pedro Satélite (PSD) e Dilmar Dalbosco (DEM), além do secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Duarte.
A operação, deflagrada na manhã desta quarta-feira (25), apura fraudes em concessões do sistema intermunicipal de transporte do Estado. Eles não foram alvos de mandados judiciais.
Um dos objetos da investigação é a suposta propina de R$ 6 milhões que as empresas envolvidas teriam pago ao ex-governador Silval Barbosa para continuar administrando as linhas de transporte.
Também foi citado na decisão o ex-presidente da Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Estado de Mato Grosso (Ager), Eduardo Moura, que foi alvo de buscas na operação.
No documento, consta que o Ministério Público Estadual (MPE) recebeu no ano passado, via ouvidoria, uma denúncia sigilosa dando conta de que haveria um esquema para fraudar a licitação que tem por objeto a concessão dos mercados intermunicipais de Transporte de Passageiros no Estado pelo prazo de 20 anos.
A licitação está orçada em R$ 11 bilhões. Conforme a denúncia anônima, o esquema contaria com a participação dos deputados Pedro Satélite e Dilmar Dal Bosco, do secretário Marcelo Duarte “e funcionários públicos lotados na Ager”.
“Complementa que tramita na Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública de Cuiabá-MT, o inquérito policial nº 155/2015/Defaz/SIMP 000631-003/2015/MPE, no qual se apurava notícia da prática de crimes contra a administração pública por parte de agentes lotados na Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Estado de Mato Grosso – Ager, em conjunto com administradores de empresas ligadas ao transporte rodoviário de passageiros do Estado”, diz trecho.
O documento também menciona que a organização criminosa está há anos praticando crimes e teria como integrantes, além dos já citados, o presidente e o diretor financeiro da Verde Transportes, Eder Pinheiro e Max William de Barros Lima, respectivamente; o sócio da Viação Xavante Ltda, Júlio César Sales Lima; o diretor regulador de Transporte e Rodovias da Ager, Luís Arnaldo Faria de Mello; e o engenheiro Wagner Ávila do Nascimento. Saiba mais aqui.