Aposta de Sorriso acerta a quina da Mega-Sena e fatura quase R$ 80 mil
Defaz investiga participação de "barões do campo" em esquema de sonegação de R$ 1 bilhão
Último de Almeida afirmou que Defaz pode deflagrar novas fases em breve
A "Operação Crédito Podre" é praticamente uma “Lava Jato Tributária”. Quem afirma é o secretário-adjunto da Receita Pública da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso, Último de Almeida. De acordo com ele, o volume sonegado no esquema nos últimos cinco anos, que pode envolver outros grupos criminosos, pode chegar a R$ 1 bilhão.
De acordo com o secretário-adjunto, a célula identificada na "Operação Crédito Podre", que teve sua segunda fase deflagrada na última semana, é apenas uma das identificadas pela Delegacia Fazendária (Defaz).
Segundo ele, a Delegacia Fazendária deve deflagrar novas fases da investigação. “Isso é um novelo e quase uma Lava Jato tributária digamos assim porque quanto mais a gente investiga, mais acha. Esta é só uma célula de criminosos, mas nós já temos outras identificadas que já estão em estágio avançado de investigação pela Delegacia Fazendária, que deve deflagrar novas fases desta operação. Não é só este grupo”, adiantou.
Segundo Último de Almeida, apenas na célula investigada até o momento, em relação aos dois últimos anos foram identificados um volume sonegado que beira os R$ 200 milhões, valor que pode chegar a R$ 1 bilhão, se somados ao de outros grupos que estão sendo investigados pela Defaz.
A delegacia, inclusive, não descarta a participação de produtores rurais no esquema. “Identificamos que 2016 para cá, que foi o período de investigação, uma estimativa em torno de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões, só por esta célula. É difícil quantificar, mas se fizermos um paralelo da nossa produção rural, é provável que se chegue a R$ 1 bilhão sonegado nos últimos cinco anos. Não descartamos nenhum produtor que possa ter participado desta operação. O volume é muito grande e isso está sendo investigado”, complementa.
Na semana passada, a Defaz realizou a segunda fase da operação. Após serem soltos em dezembro do ano passado, tiveram as liberdades revogadas Neusa Lagemann de Campos, Jean Carlos Lara, Diego de Jesus da Conceição, Marcelo Medina, Théo Marlon Medina, Cloves Conceição, Paulo Henrique Alves Ferreira, Rinaldo Batista Ferreira Júnior, Rogério Rocha Delmindo.