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Defaz: fora da Saúde, Huark coagiu testemunhas e ocultou provas
Ex-secretário da Prefeitura de Cuiabá foi preso na manhã desta terça-feira em Santo Antônio de Leverger
O delegado Lindomar Aparecido Tofoli, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), afirmou que o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Correia, é um dos cabeças do esquema que, segundo a Polícia Civil, tentava monopolizar os serviços de saúde no Estado.
Huark é um dos sócios da empresa Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), alvo da primeira e segunda fases da Operação Sangria. A segunda, deflagrada na manhã desta terça-feira (18), prendeu sete pessoas, entre elas o ex-secretário.
“Pelo o que foi apurado até agora, ele é a pessoa que mais influencia, a pessoa que mais usa de mecanismo e servidores para atrapalhar a investigação”, disse o delegado em entrevista coletiva nesta manhã.
Conforme as investigações, um grupo de empresas teria montado um esquema para monopolizar contratos da área de Saúde na Prefeitura de Cuiabá e no Governo do Estado.
O grupo é formado pela ProClin, Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar Ltda) e a Prox Participações, que tinham contratos com o município de Cuiabá e o Estado.
A prisão de Huark ocorreu duas semanas depois da primeira fase da Operação Sangria, quando seus endereços foram alvos de busca e apreensão. Na ocasião, ele pediu demissão do cargo na Prefeitura.
O delegado explica que, mesmo não estando mais na Prefeitura de Cuiabá, Huark exercia poder dentro da Pasta, tentando apagar provas.
“Nós começamos a receber informações que provas começaram a ser ocultadas, destruídas, que estavam sendo coagidas testemunhas, e acontecendo interferências dentro da própria Secretaria de Saúde – mesmo [Huark] não estando mais lá dentro. Então isso caracteriza crime de obstrução à Justiça praticado por uma organização criminosa”, afirma o delegado.