Defaz diz que empresário é líder do esquema; veja quem é quem
Investigações apontaram fraudes em dois contratos do Cepromat para desvio de dinheiro público
O empresário Valdir Piran é apontado pela Delegacia de Crimes Fazendários (Defaz) como “líder, organizador e beneficiário” do esquema investigado na Operação Quadro Negro, deflagrada nesta terça-feira (22).
O esquema consistiu em fraudes em contratos do Cepromat (atual MTI), na aquisição de softwares para escolas de Mato Grosso, resultando em um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos em valores atualizados.
No pedido de prisão encaminhado à juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 7ª Vara Criminal da Capital, ao qual o MidiaNews teve acesso, as autoridade policiais descrevem a função de cada membro da "organização criminosa", por meio de um organograma.
"Assim, para a autoridade policial, Valdir Piran teria assumido a condição de líder da Orcim [Organização Criminosa], idealizador e, ainda, maior beneficiário dos valores desviados do esquema que teria lesado o erário em valor atualizado na ordem de R$ 10 milhões”, diz trecho do documento.
Segundo as investigações, cada um dos outros cinco presos desempenhou um papel no esquema. Em 2014, Piran apresentou o empresário Weydson Soares Fonteles, proprietário da Avançar Tecnologia Ltda, para o ex-governador Silval Barbosa à fim de dar início ao esquema.
Para a Defaz, Weydson - a fim de promover os desvios - era o responsável por “operacionalizar” o esquema criminoso. Para isso, fraudou e não ofereceu os serviços prescritos nos contrato de sua empresa com o Estado.
“A autoridade representante imputa a Weydson Soares Fonteles, na condição de representante legal da empresa contratada, a responsabilidade pelo repasse, em tese, da vantagem indevida ao real beneficiário, tendo pleno conhecimento da origem dos recursos e para qual fim se destinava”, consta trecho do documento.
Já o ex-presidente do Cepromat, Wilson Celso Teixeira, o "Dentinho", segundo a Defaz, era o responsável direto pela assinatura dos contratos que viabilizaram os desvios. Consta na ação que ele chegou a pedir ao empresário Weydson o montante em R$ 60 mil para liberar crédito da Avançar junto à Cepromat. Saiba mais.