Adolescente de 14 anos é apreendido após agredir a própria mãe dentro de escola em Sorriso
"Cumprimos o objetivo de chamar a atenção e abrir negociação", diz sindicalista
Servidores públicos deixaram o local depois que oposição apresentou emendas a projetos de Mendes
O sindicalista Oscarlino Alves – um dos representantes do Fórum Sindical – afirmou que a ocupação do plenário da Assembleia Legislativa pelos servidores públicos cumpriu seu objetivo.
A desocupação ocorreu quase 36 horas após os servidores tomarem conta do local para tentar barrar a votação do pacote de medidas do governador Mauro Mendes (DEM) que visa, principalmente, o corte de gastos e o equilíbrio das contas públicas.
“Nossa ocupação é emblemática, simbólica. Saímos ontem com o objetivo e missão cumprida. Em qualquer tipo de ação sindical de luta, você tem um princípio, um meio e um fim. E nós cumprimos com nosso objetivo que era chamar atenção para gente poder discutir, abrir uma mesa de negociação”, disse o sindicalista ao MidiaNews.
Os servidores desocuparam o plenário após oito deputados de oposição conseguirem emplacar emendas em três projetos de lei encaminhados por Mendes. Conforme a deputada Janaina Riva (MDB), os parlamentares de oposição incluíram emendas nos projetos sobre o MT Prev, a Lei de Responsabilidade Fiscal estadual e a Revisão Geral Anual (RGA). Neste último caso, a emenda prevê um gatilho para se rever a possibilidade de conceder a RGA em dois anos.
“Conseguimos uma emenda na LRF, artigo 29, que mantém as promoções e progressões, que acho que era maior dificuldade dentro da LRF. O gatilho conseguimos até dois anos”, disse a deputada Janaina Riva aos servidores na noite de ontem.
Uma das principais demandas dos servidores é para que o Legislativo retire de pauta os projetos que tratam da RGA, do MT Prev e o da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estadual.
“Nós fizemos a ocupação, chamamos a atenção ali para dentro. Os deputados vieram conversar, o próprio presidente da Casa. Então, o objetivo foi cumprido. Você não tem condições de fazer a ocupação de um lugar e ficar meses lá dentro. Impossível. Nós conseguimos chamar atenção, fizemos a negociação”, alertou.
Próximas ações
Conforme o sindicalista, os servidores devem acompanhar a votação que ocorre nesta quinta-feira (24). E, posteriormente, deverão voltar às atenções para a Casa Civil.
Isso porque o novo governo escalonou o salários de dezembro, que vencem em janeiro. A primeira parcela ocorreu no dia 10 de janeiro, a segunda está sendo paga hoje, para servidores que ganham acima de R$ 4 mil e menos que R$ 6 mil líquidos. Os demais devem receber no dia 30.
“Nós vamos acompanhar as votações, e nosso foco volta para os salários atrasados e 13º. Nós conseguimos minimizar os prejuízos e agora, nós voltamos o foco para a Casa Civil. É ali que a gente vai resolver os atrasos salários”, afirmou sindicalista.