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Cuiabá registra 21 mortes por síndromes respiratórias em 2019
Dezesseis pessoas tiveram diagnóstico confirmado para H1N1
Cuiabá registra 21 mortes em decorrência de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) este ano. Destas, há confirmação que 9 foram causadas por algum tipo de influenza (H1N1 ou B). De janeiro até o momento a saúde municipal notificou 94 casos de síndromes respiratórias, sendo que 62 pacientes residem na Capital e 32 em outros municípios.
Dezesseis pessoas tiveram diagnóstico confirmado para H1N1, 5 por influenza B e outras 10 aguardam o resultado de exame laboratorial. Os demais foram descartados para SRAG.
Dados são da Coordenadoria de Vigilância a Doenças e Agravos (Covida) que junto com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Cuiabá (Cievs) emitiu um alerta para esclarecimentos e orientações quanto às aos sintomas e cuidados após uma adolescente, que reside em São Paulo e que teve contato com estudantes da rede privada de ensino de cidades mato-grossenses, ter morrido em decorrência de infecção por influenza.
Das mortes registradas em Cuiabá por infecção aguda do sistema respiratório, 8 foram causadas por H1N1 (5 residentes e 3 de outras cidades) e uma por influenza B (residente).
Perigo
O alerta da SMS traz informações sobre os sintomas, ações preventivas e como agir caso haja a suspeita da infecção. Conforme o Cievs, a influenza sazonal é causada pelos vírus A, B, C e D, que estão associados a epidemias e se propagam facilmente. Idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas (diabetes, hipertensão e imunodeficiência) são mais vulneráveis ao vírus e suas complicações.
Infectologista Zamara Brandão salienta que é importante ficar atento aos sintomas da doença que, inicialmente, pode parecer uma simples gripe, mas logo evolui para situação mais crítica. “A febre alta e constante é o principal sintoma. Associada a ela tem a tosse, dor de cabeça e dores musculares. No período de no máximo 3 dias esses sintomas podem se potencializar e é importante buscar orientação médica”.
Mas, melhor que o acompanhamento de um especialista, é evitar a infecção. E isso, segundo Brandão, pode ser feito com medidas simples, como sempre lavar as mãos, cobrir boca e nariz quando tossir ou espirrar e manter a casa sempre bem ventilada e limpa. “A vacinação é muito importante também, especialmente para aqueles que compõem os grupos de risco”.
Orientações também foram repassadas para as unidades educacionais. Em creches e escolas foi recomendada a higienização dos brinquedos com água e sabão, além da atenção para os cuidados preventivos gerais. Além disso, os funcionários e responsáveis deverão observar se a caderneta de vacina dos estudantes está em dia. E caso o aluno apresente os sintomas da gripe, deve avisar imediatamente os pais e a secretaria de saúde.