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CRM abre sindicância para apurar denúncias contra médicos alvos de operação
A Operação Sangria visa apurar esquema para monopolizar a Saúde no estado de MT
Sindicância instaurada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) determinou a apuração das denúncias envolvendo os médicos citados pela Operação “Sangria”, deflagrada pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz).
Conforme nota do Conselho, a sindicância será analisada, com rigor, pelos conselheiros a partir de evidências e condutas relacionadas aos profissionais “e, após as apurações, sempre à luz do Código de Ética Médica, se forem constatadas irregularidades éticas praticadas no exercício da medicina, o CRM-MT determinará a abertura de processo ético-profissional contra os envolvidos”, diz a nota.
A Operação Sangria visa apurar esquema para monopolizar a Saúde no estado de Mato Grosso, criando esquemas de propina e fraudando licitações. Os alvos são contratos firmados com as empresas Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna (Proclin), Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar (Qualycare) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o estado de Mato Grosso.
Foram alvos de mandados de prisão na terça-feira o ex-secretário de Saúde, Huark Douglas Correia, Fábio Liberali Weissheimer, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Luciano Correa Ribeiro, Flávio Alexandre Taques da Silva, Fábio Alex Taques Figueiredo e Celita Natalina Liberali.
“Como instância disciplinadora da classe médica, o CRM-MT, com isenção e autonomia, julgará os fatos, garantindo às partes direito à ampla defesa e ao contraditório, em todas as etapas processuais, conforme prevê a legislação. Se condenados, os denunciados ficarão sujeitos a aplicação de penalidades – também definidas em lei – que vão da advertência até a cassação do registro profissional”, conclui a nota do CRM.