Crise financeira da Saúde aponta déficit de R$ 300 milhões
"Só dinheiro novo deve equacionar problema", diz secretário
A frustação de receita em mais de R$ 250 milhões e as crescentes despesas na saúde pública de Mato Grosso apontam para um provavelmente déficit superior a R$ 300 milhões para bancar o sistema. A projeção mais otimista do secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Gustavo de Oliveira, é de que sem “dinheiro novo” – o que significa novas fontes de financiamento – o quadro tende a piorar.
E, no bolo dos R$ 300 milhões, já estão descontados os R$ 162 milhões pagos nas últimas semanas, principalmente para os hospitais regionais de Mato Grosso. “Temos de fazer escolhas estratégicas. O buraco da saúde passa de R$ 300 milhões e o Estado não tem de onde tirar”, argumentou o titular da Sefaz. Ele participou da audiência pública para prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2017, ao lado o secretário Guilherme Müller, de Planejamento (Seplan); secretários adjuntos da Sefaz, e do deputado estadual José Domingos Fraga (PSD), presidente da Comissão de Fiscalização da Execução Orçamentária da Assembleia Legislativa.
Gustavo de Oliveira evitou detalhar a provável utilização de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para financiar a saúde, mesmo que temporariamente. “É uma questão em debate e depende de entendimento com outras instituições. Portanto, quem vai anunciar é o governador Pedro Taques”, avaliou o secretário de Fazenda.