Criança indígena morre afogada e família espera 24h por necropsia
Menino de 6 anos, da etnia Rikibaktsa, morreu afogado após desaparecer da aldeia Divisa Marcolino
Um menino de 6 anos, da etnia Rikibaktsa, morreu afogado após desaparecer da aldeia Divisa Marcolino, no município de Juara (735 km a noroeste de Cuiabá). Além do sofrimento com a morte da criança, após 7 dias do desaparecimento, os familiares tiveram que esperar mais de 24 horas pela liberação do corpo, por causa da falta de profissionais no Instituto Médico Legal (IML).
Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai) em Juína (735 km a noroeste), o menino estava desaparecido desde 27 de agosto e só foi encontrado uma semana depois, na terça-feira (3). O corpo estava às margens de um rio e a suspeita é que a criança tenha morrido afogada.
Depois das buscas pelo menino, que envolveram toda a aldeia, o corpo foi levado para o IML de Juína pelo carro da Funai, pois não havia viatura para buscar a vítima, que se encontrava em avançado estado de decomposição.
De acordo com a Funai, o corpo chegou ao IML na noite de terça-feira, porém, não havia profissionais para realizar a necropsia. Indignados, os familiares precisaram esperar até a noite de quarta-feira (4) pela liberação do corpo, para que pudesse ser levado para aldeia para enterro.
Outro lado
A assessoria de imprensa da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) informou que na noite em que o corpo da criança deu entrada no IML a equipe havia sido acionada para atender uma ocorrência em Aripuanã (1.002 km a noroeste) e só conseguiu voltar na manhã de quarta.
Assim que a equipe chegou foi realizada a necropsia e o corpo liberado. O IML em Juína possui duas técnicas em necropsia e uma está de férias. Como a servidora precisou ir a Aripuanã, o médico não tinha condições de fazer a necropsia.