CPI do Ministério Público ganha mais 180 dias de prazo
Esta é a quinta vez que os deputados prorrogam o prazo
A Assembleia Legislativa concedeu mais 180 dias para o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público do Estado, instaurado em 2016, a fim de investigar a conduta de membros do MPE em relação a supostas irregularidades na negociação de cartas de crédito com o governo.
A ampliação do prazo foi autorizada pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (PSB), e está publicado no Diário Oficial da Assembleia que circulou na última quarta-feira (11).
Esta é a quinta vez que os deputados prorrogam o prazo para encerramento do trabalho da comissão.
As suspeitas sobre os membros do MP vieram à tona durante a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada em maio de 2014. Na época, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, onde foram encontrados documentos e planilhas supostamente detalhando pagamento de precatórios a promotores e procuradores de Justiça. Pelo menos 45 promotores teriam sido beneficiados com um valor total superior a R$ 10,3 milhões.
A CPI é composta pelo relator da comissão, deputado Dr. Leonardo (PSD), e os deputados Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD) e Dilmar Dal Bosco (DEM). Em julho, os deputados informaram que o trabalho estava na elaboração do relatório, que não foi concluído antes devido ao afastamento dos antigos titulares, deputado Max Russi (PSB) e Wilson Santos (PMDB) – que assumiram pastas no Executivo, e de José Carlos do Pátio (SD) – que assumiu a prefeitura de Rondonópolis.