Corpo de jovem assassinado é liberado depois de ficar 9 meses no IML
Liberação demorou por falta de exames e radiografia, segundo a Politec
O corpo de um jovem, que foi assassinado em setembro de 2016, demorou nove meses para ser liberado do Instituto Médico Legal (IML) para velório e enterro, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.
Carlos Henrique Costa da Silva, de 22 anos, foi morto, teve o corpo carbonizado e deixado no Bairro Chapéu do Sol.
Há nove meses a família da vítima tentava fazer a liberação do corpo. No entanto, a liberação atrasou por falta de exames de DNA e radiografia. A família só conseguiu liberar o corpo do jovem ontem (22).
A mãe de Carlos, a costureira Maria do Socorro Costa Silva, disse que faria um velório breve nesta sexta-feira (23) e enterrar o corpo do filho em Várzea Grande. O rapaz era o único filho dela.
Segundo a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso, o exame de DNA de Carlos foi concluído no dia 10 de março de 2017. Porém, não havia sido liberado do IML por causa da necessidade de exame de radiografia. O procedimento seria feito para localizar possíveis projéteis no corpo da vítima, contudo, o equipamento está sem funcionamento.
O exame de necrópsia já foi realizado e o corpo foi liberado na tarde de quinta-feira.
Demora
Carlos Henrique tinha 22 anos quando o corpo foi encontrado no dia 15 de setembro de 2016, parcialmente carbonizado. A família conseguiu fazer a identificação por causa das tatuagens. Mesmo assim precisa da confirmação por meio do exame de DNA. Carlos ficou desaparecido por 15 dias, até que foi encontrado morto.
“É um descanso, falta de respeito com o ser humano. É um direto meu. O que eu quero? Eu quero só o corpo do meu filho para fazer o enterro”, declarou Maria do Socorro.
Ainda no início do ano a Politec havia declaro que tinha dado prioridade total no caso para que o corpo fosse entregue aos familiares. Em fevereiro o IML estimou que liberaria o corpo em até 15 dias.
“Voltar ele não vai voltar mais. Então, pelo menos, eu sossego um pouco o meu coração, pois todo dia eu fico pensando: o que eu posso fazer? É difícil”, disse a mãe do jovem.
Por falta de condições para trabalhar, os técnicos não conseguiam fazer um exame para confirmar a identificação do corpo. Ao longo dos meses a família teve respostas diversas, entre elas que o acúmulo de trabalho no final de 2016, quando houve falta de um reagente usado para a realização de exames de DNA. Naquela ocasião alguns serviços e perícias ficaram suspensos pela falta do produto.
De acordo com a Polícia Civil, uma pessoa está presa suspeita de assassinar Carlos Henrique. Existe um inquérito aberto na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.