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Coronel que chefiou Casa Militar será ouvido em processo da grampolândia
Audiência foi marcada para o dia 17 de dezembro, em Vitória
O primeiro chefe da Casa Militar no governo Pedro Taques (PSDB), coronel Antônio Ribeiro Leite, será ouvido como testemunha do também coronel da Polícia Militar, Zaqueu Barbosa, no processo que julga interceptações telefônicas ilegais, caso conhecido como "grampolândia pantaneira".
Conforme intimação do juiz Marcos Faleiros, titular da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, audiência foi marcada para o dia 17 de dezembro, em Vitória, no Espírito Santo.
Antônio Ribeiro foi substituído pelo coronel Airton Benedito Siqueira Junior no cargo de secretário-chefe da Casa Militar no dia 12 de agosto de 2015, após relatar problemas pessoais. Siqueira, o substituto, ainda é investigado pelos mesmos fatos e chegou a ser preso por suposto envolvimento.
No processo conhecido como grampolândia pantaneira, são réus os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Ferraz Lesco, Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Batista e o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa Júnior.
Os grampos
Reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio de 2017 que a Polícia Militar em Mato Grosso grampeou de maneira irregular uma lista com dezenas de pessoas que não eram investigadas por nenhum crime.
A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes Neto, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.
O esquema de arapongagem já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico. As escutas telefônicas clandestinas eram realizadas na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.
Em momento posterior, durante depoimento, o cabo Gerson Luiz Ferreira Corrêa confessou crimes, detalhou sua participação no esquema e afirmou que o principal beneficiado era o governador Pedro Taques. Atualmente o político é investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).