Coronel da PM é condenado a oito anos de prisão por interceptações clandestinas
Ele confessou o crime e disse que o ex-governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento dos grampos
A Justiça Militar condenou o ex-comandante da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, a oito anos de prisão, em regime semiaberto, no caso conhecido como “Grampolândia Pantaneira”. Ele também foi sentenciado à análise de perda da patente.
Os coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros e o tenente-coronel Januário Batista foram absolvidos, por insuficiência de provas. Já o cabo Gerson Corrêa Junior, por sua vez, ganhou perdão judicial, ainda que não tenha conseguido firmar acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Estadual.
A sentença foi dada na noite desta quinta-feira (7), após dois dias intensos de julgamento. O Conselho de Sentença, formado por quatro coronéis, acompanhou por maioria, o voto do juiz Marcos Faleiros.
O juiz-militar Luiz Claudio Monteiro da Silva acompanhou na íntegra o voto do juiz, assim como Elierson Metello de Siqueira e Valdemir Benedito Barbosa. O juiz-militar Renato Antunes da Silveira Junior foi o único a votar de forma diferente. Ele concordou com a pena defendida a Zaqueu, mas votou condenação de Lesco como co-líder do esquema, com pena de 1 ano de prisão.
O coronel ainda votou pela condenação de Gerson a três anos de prisão e pala absolvição de Ronelson Barros e Januário Batista.
Voto de Faleiros
Na sentença, apesar de não reconhecer a delação unilateral de Zaqueu, o juiz concedeu a ele os recursos previstos em caso de colaboração e diminuiu pela metade a sua pena. O Ministério Público Estadual pedia que o ex-comandante fosse condenado a 16 anos de prisão.
O magistrado ressaltou que Zaqueu, por ter sido, segundo ele, comandante da ação criminosa, não poderia ser beneficiado com o perdão judicial. Faleiros ressaltou que as provas demostram que o coronel Zaqueu foi o responsável por comandar o escritório de arapongagem "com objetivo de prejudicar a democracia, espionar alvos políticos, amantes, adversários profissionais, entre outros”.
Já quanto ao cabo Gerson, que também admitiu participação no esquema e deu detalhes sobre o funcionamento da "Grampolândia Pantaneira", o juiz também não reconheceu a colaboração, mas concedeu o benefício do perdão judicial por ter auxiliado nas investigações.
“Ele apresentou provas e documentos. Também contribuiu pra revelar a estrutura hierárquica, revelando papel de promotores, etc. Ainda que pouco, o cabo Gerson, que não é santo, foi o único a trazer elementos de provas para as investigações”, afirmou o magistrado.
Voto de Faleiros
Na sentença, apesar de não reconhecer a delação unilateral de Zaqueu, o juiz concedeu a ele os recursos previstos em caso de colaboração e diminuiu pela metade a sua pena. O Ministério Público Estadual pedia que o ex-comandante fosse condenado a 16 anos de prisão.
O magistrado ressaltou que Zaqueu, por ter sido, segundo ele, comandante da ação criminosa, não poderia ser beneficiado com o perdão judicial. Faleiros ressaltou que as provas demostram que o coronel Zaqueu foi o responsável por comandar o escritório de arapongagem "com objetivo de prejudicar a democracia, espionar alvos políticos, amantes, adversários profissionais, entre outros”.
Já quanto ao cabo Gerson, que também admitiu participação no esquema e deu detalhes sobre o funcionamento da "Grampolândia Pantaneira", o juiz também não reconheceu a colaboração, mas concedeu o benefício do perdão judicial por ter auxiliado nas investigações.
“Ele apresentou provas e documentos. Também contribuiu pra revelar a estrutura hierárquica, revelando papel de promotores, etc. Ainda que pouco, o cabo Gerson, que não é santo, foi o único a trazer elementos de provas para as investigações”, afirmou o magistrado. Saiba mais.