Abordagem por infração de trânsito leva PM a apreender cerca de 10 quilos de maconha em Sorriso
Conta de luz pode subir até 3,86% com reajuste de receita de hidrelétricas
Aneel aprova aumento de 45,5% para hidrelétricas mais antigas
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste de 45,52% na receita das usinas hidrelétricas mais antigas, que atuam pelo modelo de preços tabelados. O aumento terá efeito médio de 1,54% na conta de luz, segundo o órgão. O impacto para o consumidor será variado conforme a distribuidora, mas será de, no mínimo, 0,02% e, no máximo, 3,86%.
O repasse será feito nos reajustes anuais de cada empresa. Nos casos da Light e da Enel Rio (ex-Ampla), por exemplo, os reajustes ocorrem nos meses de março.
Com a atualização feita pela Aneel, a receita anual de geração dessas empresas passa de R$ 5,459 bilhões para R$ 7,944 bilhões. A nova tarifa dessas usinas, com tributos, passa de R$ 64,62 por megawatt/hora (MWh) para R$ 101,18 por MWh. Os novos valores serão válidos de 1º de julho deste ano a 30 de junho de 2019.
As usinas que tiveram a receita aumentada representam, em média, 22,64% do conjunto de compra de eletricidade das distribuidoras, que inclui também termelétricas, usinas nucleares, hidrelétricas mais novas, eólicas, solares, entre outras fontes. O que vai definir o percentual de aumento nas contas de luz vai ser a quantidade de energia que cada distribuidora compra dessas hidrelétricas
O reajuste será aplicado a 69 usinas antes, cujas concessões foram renovadas durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Na época, em troca da renovação antecipada das usinas por mais 30 anos, as empresas aceitaram reduzir as receitas com a venda de energia e receber uma remuneração correspondente apenas à operação e manutenção.
A criação do regime de cotas foi a principal medida adotada pelo governo Dilma para reduzir as contas de luz em 20% em 2013 — queda que foi anulada por aumentos que ultrapassaram 50% em 2015. Saiba mais.