Construção civil volta a liderar ranking de contratações; Sorriso na lista
Setor quebra série histórica de oito meses no vermelho em saldo de empregos
A construção civil em Mato Grosso comemora a recuperação do segmento com os resultados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência Social, relativos a abril.
O balanço de empregos formais indica o crescimento do setor no estado que apresentou 2.616 contratações para 1.439 demissões, perfazendo um saldo de 1.177 trabalhadores empregados e uma variação de 3,23%.
É o melhor resultado entre os estados brasileiros, quebrando uma série de oito meses no vermelho, registrado entre agosto de 2016 e março de 2017. Já na comparação com abril de 2016, o crescimento foi de 889% em postos de trabalho.
O resultado mostra que das 22 cidades avaliadas pelo Caged em Mato Grosso, 12 delas apresentaram saldo positivo, mais contratações do que demissões. Em números absolutos, as cidades que mais contribuíram para melhora do quadro foram Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso, Tangará da Serra, Primavera do Leste, Barra do Garças, Nova Mutum, Campo Verde, Pontes e Lacerda, Juara e Alta Floresta.
Os piores desempenhos foram Lucas do Rio Verde, Sinop, Cáceres, Colíder, Aripuanã, Barra do Bugres e Juína. Os municípios de Guarantã do Norte, Poconé e Peixoto de Azevedo não apresentaram variação em abril.
Os dados do Caged indicam que 11 estados fecharam no verde e 16 no vermelho. Em Mato Grosso, a construção civil liderou a geração de emprego no Estado contribuindo de forma decisiva para o um crescimento de 0,09%, resultado das 26.859 admissões para 26.26.260 demissões, gerando um saldo de 599 postos de trabalho.
Outros setores com bom desempenho foram: extrativismo mineral ( +2.96%), serviços (+0,39%), indústria de transformação (+0,26%) e administração pública (+0,08%). O desempenho negativo ficou por conta de demissões no agronegócio (-1,27%), comércio (-0,15%) e Serviços Indústria de Utilidade Pública (-0,07%).
Em abril, a construção civil no país fechou no vermelho com uma variação de -0,08%, resultado de 97.467 contratações e 99.227 demissões, produzindo um saldo de -1.760 trabalhadores sem emprego.
“Mato Grosso sempre teve bom desempenho na construção civil, sendo um dos maiores geradores de emprego no país. A gente está confiante que abril marca a guinada do setor rumo a um crescimento contínuo. É o setor que mais sente os efeitos da economia no país e no Estado”, analisou o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção do Estado de Mato Grosso (Sinduscon-MT), Júlio Miranda.