Central de jogo do bicho tinha nomes de Arcanjo, da ex-mulher e do filho
O delegado explicou que a central foi descoberta por causa de uma denúncia sobre clonagem de cartões
A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil, apreendeu cheques e anotações em nome de João Arcanjo Ribeiro, sua ex-esposa, Silvia Chirata Arcanjo Ribeiro e do filho João Arcanjo Ribeiro Filho. As apreensões foram feitas na casa do suspeito Marcelo Gomes Honorato, que suspeito acusado de usar máquinas de cartão de crédito para aplicar golpes.
A GCCO descobriu também que o local e as máquinas eram usados para o jogo do bicho. No imóvel também foram apreendidas apostas de jodo do bicho.
Ao todo, 3 pontos de apostas do jogo foram fechados e outras 48 máquinas que faziam jogos eletronicamente apreendidas. 3 homens também foram presos pela exploração ilegal. Eles prestaram depoimentos ao delegado Luiz Henrique Damasceno e foram liberados.
Um dos interrogados é um comerciante de 76 anos. Ao delegado ele explicou que arrenda o estacionamento do Banco Bradesco onde foram feitas as apreensões no centro de Cuiabá. No local foi apreendida a quantia de R$ 932 e talões de jogo do bicho. O idoso relatou que as máquinas apreendidas no local pertenciam a Marcelo Gomes Honorato que trabalha na Colibri, empresa de João Arcanjo Ribeiro.
Ainda no depoimento prestado ao delegado da GCCO, o comerciante afirmou que as apostas encontradas em seu estabelecimento eram da responsabilidade de Marcelo. Ele não soube dizer quem comanda a Colibri e atestou só conhecia o Marcelo. No entanto, afirmou não ter conhecimento de que Marcelo pudesse ter envolvimento com clonagem de máquinas de cartão de crédito.
O delegado explicou que a central foi descoberta por causa de uma denúncia sobre clonagem de cartões de crédito que era realizada no Centro da Capital. Mas, na apuração foi constatada a casa de apostas.
“Ao ser abordado o suspeito afirmou que no local funcionava um escritório do jogo do bicho e apontou diversas máquinas de apostas”, afirmou Damasceno. Entre os locais utilizados para fazer a apostas estava uma lanchonete e duas casas, sendo uma delas utilizadas como escritório.
Conforme informações do boletim de ocorrência, foram apreendidos: uma carteira com cartões de bancos, envelope com recibos extratos do banco, dinheiro em moeda nacional, notebook, cheques preenchidos e pastas com documentos.