Clássico do SHOWBOL entre Brasil e Argentina promete casa cheia na Arena Sorriso neste domingo
Casos Abinoão e Rodrigo Claro continuam sem solução
Os instrutores de ambos os cursos são acusados pelos homicídios
As investigações das mortes do policial militar Abinoão Soares de Oliveira e do aluno do Corpo de Bombeiros, Rodrigo Claro, encerram mais um ano sem encontrar culpados. As audiências para oitivas de testemunhas dos dois casos já foram canceladas várias vezes em 2019 e estão marcadas apenas para março de 2020.
Além da demora no processo, as investigações se assemelham por serem mortes de militares e corridas durante treinamentos. Os instrutores de ambos os cursos são acusados pelos homicídios.
Após remarcações, a última audiência do caso Rodrigo Claro ocorreu em novembro, quando uma testemunha foi ouvida. Na ocasião, o perito interrogado negou ligação entre a morte do rapaz e o treinamento que realizava.
A ré tenente Izadora Ledur nunca falou sobre o dia do treinamento que causou a morte do aluno. Ela ainda não foi ouvida pelo juízo da Décima Primeira Vara Criminal Especializada Justiça Militar, na qual tramita a ação e deve ser interrogada no dia 12 de março, nova data de audiência. A mãe do aluno do Corpo de Bombeiros, Jane Claro, é auxiliar de acusação no caso.
Isadora é acusada de torturar o jovem durante o treinamento. O esforço físico teria causado o mal estar no rapaz e o levado à morte em 15 de novembro de 2016. Desde o fato, a oficial apresentou diversos atestados médicos, alegando tratamento psicológico e permaneceu afastada das funções até janeiro de 2019.
O caso da morte do soldado Abinoão também segue sem elucidação. Um novo interrogatório está marcado para o dia 9 de março e garantirá andamento no processo, que teve diversos adiamentos esse ano.
Dezessete militares que participavam do treinamento, no Lago do Manso, são réus por envolvimento na morte do soldado. A primeira audiência referente ao processo foi marcada para 2017 e todas as testemunhas ainda não foram ouvidas.
Além de Abinoão, que morreu, outros 19 oficiais de todo o Brasil figuram entre as vítimas de tortura sofrida no dia de curso. O filho do PM morto, Anderson Matheus Mota de Oliveira, e a viúva, Shirly Tiburcio Barros atuarão como assistentes de acusação, no julgamento.
Abinoão era natural de Alagoas e militar desde 2002, porém, desde 2008 atuava na Força Nacional. Ele estava em Cuiabá para treinamento promovido pelo Centro Integrado de Operações Áéreas (Ciopaer) e Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Em abril de 2010, ele participava do curso, no Lago do Manso, quando se afogou ao levar vários “caldos”. Ele foi levado para o Pronto Socorro de Cuiabá, pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu pouco tempo depois de ser socorrido.
Outros 3 alunos do treinamento também passaram mal. Em 2017, a Justiça condenou o Estado a pagar R$ 210 mil para a família do policial morto.