Carlos Fávaro pede ao TRE vaga de Selma, mas nega 'tapetão'
Ele disse, ainda, que também não quer perder por atos de "ilegalidades" dos seus adversários.
Ex-vice governador e presidente estadual do PSD em Mato Grosso, Carlos Fávaro ingressou nesta terça-feira (30) com ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra a senadora eleita, Selma Arruda (PSL), por supostos crimes de caixa 2, abuso de poder e propaganda eleitoral antecipada. Fávaro pede para ser diplomado no lugar de Selma.
O político diz que não busca ganhar no "tapetão", mas também não quer perder por atos de "ilegalidades" dos seus adversários.
De acordo com Fávaro, a ação visa apurar as irregularidades que vieram à tona após o processo judicial movido pelo empresário e publicitário, Luiz Gonzaga Rodrigues, conhecido como Júnior Brasa, da Genius Publicidade, contra Selma, por ela não ter quitado valores referentes a um contrato de prestação de serviços na pré-campanha eleitoral. A dívida soma R$ 1,1 milhão, segundo o publicitário.
"O que nós queremos é saber se realmente esses crimes ocorrera. Pelo que já foi divulgado, fica claro que ela começou a campanha bem antes e com bastante recursos financeiros. É claro que ela levaria vantagem", disse Fávaro.
Para ele, que terminou em 3º lugar, não importa a decisão que o TRE tomar, caso se confirme os crimes. "A decisão de se fazer uma nova eleição ou se irá chamar o 3º colocado é irrelevante. O que importa é punir quem comete crime eleitoral", defendeu.
"Quem votou em mim quer mudança, então eles exigem de mim uma atitude. Por isso entramos no TSE com esta ação", finaliza.
Selma Arruda já responde uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) por suposto crime de caixa 2 e abuso de poder econômico, durante pré-campanha, na contratação de uma agência de publicidade ao preço de R$ 1,8 milhão, em abril.
O desembargador Pedro Sakamoto solicitou na semana passada extratos "nos moldes descritos pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), de modo a aferir a origem e o destino dos recursos que transitaram em suas contas no período em questão, notadamente porque inexiste urgência para a apreciação desse requerimento".
A ação foi proposta pelo advogado Sebastião Carlos (Rede), que disputou uma vaga ao Senado no pleito de outubro.
Selma Arruda nega as acusações e diz que o contrato com a Genius só foi para "promoção pessoal e auxílio nas palestras que realizou em Mato Grosso".